Biografia dos Santos

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A carta do Irmão Laurentino

 No início do ano de 1933, o Irmão Laurentino, Provincial, enviou votos aos seus irmãos, um tanto surpreendentes:

 “Vocês que todos os dias dizem a Deus que o amam com todo o seu coração, com toda a sua alma, com todo o seu ser, então, é agora o momento de demonstrar isso. Sim, é agora que aqueles que perseveram no seu amor serão zombados, abandonados, caluniados,…insultados…

 É agora o momento de mostrar até onde vai a fidelidade que vocês têm jurado ao Senhor. É agora o momento de provar que seus desejos de sacrifício não são ilusórios e pura fantasia. Aqueles que hoje dão prova de fraqueza e abandonam a boa causa, talvez um dia se achavam invencíveis… O tempo virá onde se verão os valentes, aqueles que podem tudo naquele que nos fortifica e que é nossa Vida e nossa Força, aqueles que por nada neste mundo perdem a paz, mas que, protegidos pela fortaleza de Deus, dão a impressão que sua alma torna-se mais forte diante das dificuldades e das angústias do momento. Eles não recuam diante dos maiores sacrifícios – ainda que reconheçam espontaneamente sua fragilidade – como não recuaram diante dos tiranos e perseguidores… a plêiade de mártires, de confessores e dos homens apaixonados por Jesus Cristo.

  É agora o tempo de se alegrar e se rejubilar, como nos disse Jesus e como fizeram os apóstolos, quando chegou o momento de sofrer penas e perseguição por causa do nome do divino Mestre.

  No entanto, não somos nós os que são perseguidos, mas é Jesus que é perseguido em cada um dos seus fiéis servidores. Cada um de nós sofre por um só, mas ele sofre em todos os seus membros. Façam, pois, calar dentro de vocês as queixas e lamentações, vocês que seguem o Redentor; vocês que não chegaram ainda às dores do Calvário, nem ao despojamento do Salvador. Ele se cala, reza, sofre e redime.

 Rezem, fortifiquem-se, trabalhem, cooperem com Ele na salvação das almas. Vocês querem uma preparação melhor para celebrar o 19o. centenário do drama sangrento do Calvário?

 É agora o tempo de fazer a reparação de maneira mais eficaz, por si mesmo e pelos outros, do desprezo dado a Deus. É agora o tempo de fazer violência ao céu com preces fervorosas e contínuas em favor da vontade de Deus e da Igreja; em favor das pessoas e das obras que nos são tão caras e que nos são particularmente confiadas. Sim, é agora o tempo de rezar, e rezar bem, como nos exige nosso estado de religiosos. Agora, agora, sem esperar nem depois nem amanhã… Agora é a hora para merecer esse tempo de provação que é um tempo de graça e de bênçãos… Que esta seja a nossa divisa para o ano de 1933.

 Irmão Laurentino – Stella Maris, janeiro de 1933, n.138, p. 5.

 A perseguição

 « Um Irmão Marista não deve ter outra política, que a de Cristo ! » Ir. Laurentino. A carta do Irmão Laurentino nos faz compreender o quanto nossos irmãos da Espanha estavam conscientes de que, no horizonte de suas vidas, o martírio se apresentava como algo concreto, e que a subida ao Calvário já havia começado… O Irmão Laurentino lhes escreve em janeiro de 1933:

 “Agora, mais do que nunca, nós devemos afastar tudo o que é política de nossas casas, como tudo o que pode fomentar divisões e grupos. Que triste espetáculo faria o religioso que se declarasse simpatizante de algum setor político… O religioso, pelo menos um irmão Marista, não deve ter outra política que a de Cristo!”

 O testemunho do Irmão Elias Arizu Rodríguez confirma essa explicação: “Eu fui chamado diante dos chefes da revolução para ser expulso da Espanha. Então perguntei a Aurélio Fernández Portela, da F.A.I.5, Eroles e Ordaz, porque eles nos perseguiam e nos assassinavam. Eles responderam que, pessoalmente, não tinham nada contra nós, mas que nós professávamos ideais completamente opostos aos deles, e que eles queriam exterminá-los. Desse modo, a única razão da morte de tantos Servos de Deus foi o ódio à Igreja e aos seus ministros. Essa intenção é claramente confirmada por um dos chefes da revolução: “Nós nos propomos, em toda a Espanha, mas sobretudo na Catalunha, de acabar com tudo que cheira a cera.”

 Os fatos, na sua materialidade, atestam também a perseguição. Entre as sessenta comunidades e estabelecimentos que tínhamos na Espanha em 1936, 44 tiveram vítimas, 11 foram incendiados, outro tanto foi saqueado, e as profanações das capelas e de objetos sagrados não se contam. Se o número dos nossos Irmãos assassinados chega a 172, o dos que conheceram a prisão, a tortura, os insultos, é bem mais elevado. “Logo que o movimento revolucionário teve início em 18 de julho de 1936, as igrejas e conventos foram incendiados, saqueados e devastados; os padres e os religiosos perseguidos até à morte, muitos foram assassinados… e o culto religioso foi totalmente

proibido até o fim da guerra, em janeiro de 1939.”

 Biografia do Irmão Laurentino

 Mariano Alonso Fuente (Laurentino)

 nasceu em 21 de novembro de 1881, em Castrecias, na província de Burgos.

Tendo freqüentado as casas de formação de Burgos e depois de Canet-de-Mar, ele obtém, aos quatorze anos, o diploma que lhe permite ensinar. Em 1897, ele faz seu noviciado e recebe o nome de Laurentino. Emite o voto de obediência em 26 de julho de 1899, e começa seu apostolado em Cartagena. No início ele tem muita dificuldade para disciplinar seus alunos. Mas, seguindo os conselhos do Irmão diretor, ele se impõe rapidamente: o caráter nobre, a estabilidade de humor, a bondade e o saber lhe fazem conquistar os corações de tal modo que, quarenta anos depois, os alunos recordam com admiração suas grandes qualidades de educador. Em 30 de agosto de 1903, ele faz sua profissão perpétua na gruta de Manrèse. Esse é um momento de profundo amadurecimento espiritual.

 Em 1905, aos 24 anos, ele é nomeado diretor do Colégio de Cartagena. O Irmão Bérillus, Assitente geral, por ocasião da sua visita a essa escola, encontra nessa comunidade uma união e um devotamento junto aos alunos tão edificantes que, tomado de admiração, oferece aos Irmãos um passeio à cidade de Oran, na Argélia.

 Em 1912, é recebido em Grugliasco11 para o seu segundo noviciado. De retorno, aos 32 anos, ele assume a direção do Colégio de Burgos, na época, o mais importante da Espanha. Consegue realizar uma excelente administração, sobretudo formando um grande número de jovens irmãos recebidos para estágio. Ele era capaz de oferecer à comunidade uma grande estabilidade: os irmãos que faziam parte da sua comunidade ficavam aí por longos anos. O irmão Fleury, Provincial, apresentando Laurentino disse: “Eu vos trago um irmão que tem uma grande devoção ao Sagrado Coração.” Com efeito, o irmão Laurentino consagra o Colégio ao Sagrado Coração e entroniza sua estátua.

 Ao final do seu mandato em Burgos, o irmão Eold, Visitador, convida-o para ser seu auxiliar, pois a Província da Espanha é grande, conta com mais de 800 irmãos e 60 estabelecimentos. Mas, eis que pouco tempo depois, o irmão Eold é enviado para o México, como Provincial, e o irmão Laurentino fica sozinho como Visitador. Durante suas visitas, ele sabia dizer a verdade sem ferir as pessoas.

 Em 15 de junho de 1928, o Ir. Laurentino foi chamado para dirigir a Província da Espanha. Em Canet-de- Mar, no santuário de Nossa Senhora, ele renova a consagração que havia feito aí 31 anos antes, e coloca nas mãos da Virgem todo o trabalho que lhe foi confiado. AEspanha entra num período tumultuado e trágico. Os irmãos têm necessidade de serem orientados por uma pessoa inteligente, sábia e de vontade forte. Durante a tormenta, o irmão Laurentino transmite aos irmãos coragem e audácia para manter e mesmo para fundar novas escolas: Sevilha, Cordoue, Huelva, são, ainda hoje, estabelecimentos de intensa atividade… Ele sabia criar esse clima de uma espiritualidade intensa que dinamiza o apóstolo e prepara o mártir. Verdadeiramente, durante esse período tempestuoso, a vida espiritual e apostólica das comunidades é de alto nível. Prevendo a possível expulsão dos irmãos da Espanha, o irmão Laurentino abre campos de missão no Uruguai e na Argentina.

 A hora do martírio estava próxima. Em 18 de julho de 1936, as tropas da África se insurgem. No dia 19, tiros de fuzil e de canhão ecoam pelas ruas de Barcelona e, à noite, as igrejas e os conventos são entregues às chamas. Nossa editora Luis Vives, os colégios São José Oriol e Sagrado Coração, são incendiados… Qual é o estado de alma do irmão Laurentino? Em 3 de outubro de 1936 ele envia a Murcia o irmão Atanásio. Leva consigo hóstias consagradas e essa mensagem: “Diga aos irmãos de Murcia que, depois da explosão sangrenta da revolução, eu não vivo senão por eles, que os tenho presentes em todos os momentos do dia, e os recomendo à proteção da Santíssima Virgem.”

O irmão Laurentino recebeu propostas e facilidades para ir para a Itália. Ele sempre preferiu ficar com seus irmãos dispersados e atacados. Conseguiu fazer com que 117 jovens irmãos em formação passassem para a França. No entanto, ele e 106 outros irmãos caem na armadilha preparada pelas F.A.I, às quais ele havia dado uma grande soma de dinheiro para salvar seus irmãos. No dia 7 de outubro de 1936, em Barcelona, eles foram presos no navio Cabo Santo Agostinho, que deveria levá-los para a França, segundo os acordos com as F.A.I. Nas primeiras horas de 8 de outubro, 46 irmãos, entre os quais os irmãos Laurentino e Virgilio, foram fuzilados nos cemitérios de Moncada e de

Las Corts, em Barcelona.

 Esses trechos nos permitem conhecer um pouco mais da alma do irmão Laurentino. « Durante esses dias cheios de problemas, nos quais todos ou quase todos vivemos horas e dias de profunda inquietação… tenho pensado constantemente nas pessoas e nas obras da nossa Província que tanto amamos; desejo estar quase que continuamente em comunicação com os irmãos, particularmente aqueles que sofreram por causa dessa desordem. Como gostaria de poder consolá-los, encorajá-los,… ouvi- los e manifestar minha afeição religiosa que, nesses dias de luto, tenho sentido como jamais senti no meu coração de pai.»

 «Nesses momentos críticos, que nossa atitude não seja semelhante à daquele que se entrega a lamentações estéreis… Sejamos religiosos em nossas ações, palavras e sentimentos, particularmente nesses momentos em que o Senhor deseja nos fazer sentir um pouco o peso da sua Cruz adorável… Rezemos, pois, com fervor, continuemos nosso trabalho de maneira intensa e metódica, entreguemo-nos a Deus e às nossas ocupações sem reserva… Nós vivemos um tempo precioso; agora nos sentiremos verdadeiramente discípulos de Cristo. Mil vezes felizes se o Senhor nos julgar dignos de sofrer por Ele.»

 Insistia-se para que o Ir. Laurentino se protegesse, e se encontrariam ocasiões para que ele pudesse sair da zona vermelha. Invariavelmente ele respondia que não abandonaria nenhum dos seus irmãos que pudesse ter necessidade da sua ajuda.

Suas últimas palavras aos irmãos que estavam presos com ele algumas horas antes de ser fuzilado são um até logo ao céu: “Que Deus nos ajude, eu fiz o impossível, eu vivi com vocês as dores e as aflições da revolução. Nós nos encontraremos no céu.” Depois, ele se recolheu num grande silêncio, a antecâmara do martírio.

 Biografia do Irmão Virgílio

 Foi em Ciriza, Navarra, que no dia 3 de julho de 1891, Trifón Nicasio Lacunza Unzu (Irmão Virgilio) nasceu. Em 17 de março de 1903, seu irmão mais velho, o irmão Sixto, o conduziu ao juvenato de Vich. Desde então ele vai seguir as etapas normais da formação marista. Em 15 de agosto de 1912 emite os votos perpétuos, confirmados pelo voto de estabilidade em 17 de julho de 1926. Brilhante nos estudos, ele obtém o diploma de professor em 1908, e o diploma superior em 1916, o bacharelado em 1920 e, enfim, a licença em filosofia com história e geografia, em 1923.

 Em outubro de 1908, ele é enviado para o colégio de Burgos, onde permanecerá ininterruptamente até 1935. Em 1925 é nomeado diretor desse Colégio, que conta com 638 alunos. Quando o irmão Virgilio deixa o Colégio, o número de alunos havia duplicado. Mesmo durante os anos difíceis da perseguição, o número de alunos continua crescendo; uma nova capela foi construída, assim como uma sala de teatro, novas salas de aula, e novos cursos foram abertos.

 Em 1935, o irmão Virgilio se encontrava em Grugliasco para o segundo noviciado. Mesmo assim ele é nomeado como vice-diretor. Em 1936, o colégio de Murcia o tem como vice-diretor. A intenção dos superiores é prepará-lo para substituir o irmão Laurentino e também ajudá-lo no governo da Província. Quando começa a revolução em 19 de julho de 1936, o irmão Virgilio se encontra em Barcelona, em uma das escolas. Ele escapa dos anarquistas jogando- se pela janela. O irmão Laurentino lhe pede para encarregar-se da saída dos jovens irmãos em direção à França. Em 2 de outubro de 1936, ele se encontra em lãs Avellanes, com Ordaz, um dos chefes da F.A.I. No dia 4 de outubro, os jovens irmãos passam a fronteira. Os outros irmãos, no entanto, são presos, conduzidos a Barcelona, colocados no navio O Cabo Santo Agostinho, depois na Cheka (prisão) Santo Elias. Virgilio é um dos 46 irmãos que, no silêncio das primeiras horas da manhã de 08 de outubro de 1936, são fuzilados: mártires envoltos de noite e de silêncio.

 Os numerosos testemunhos sobre a pessoa do irmão Virgilio iluminam sua rica personalidade. _ « Sua autoridade sobre os alunos era absoluta, mas, ao mesmo tempo, amável. Ele inspirava confiança, encantava os alunos por sua eloqüência…»

 _ Em comunidade ele tinha “a devoção do trabalho”, essa aptidão ao serviço, sendo sempre o primeiro a chegar ao local de trabalho. _ « Sua maneira de vida austera consolida seu caráter, educa sua vontade, obriga-o à autodisciplina e o prepara para prestar todo tipo de serviço. » _ Desde que terminou os estudos, foi-lhe pedido que redigisse um trabalho sobre História Universal. A partir desse momento ele não mais deixou de colaborar com as publicações da editora Luis Vives.Quando os Superiores o nomearam diretor de Burgos, ele pôs-se a chorar: via-se como o mais incapaz da comunidade.

 Devoção à Virgem Maria

  “Faz com que jamais me falte teu socorro e que agora e sempre teu amor me encante, … me cative,…

 Um irmão alegre

 Era amigo da alegria e do bom humor: « Era um companheiro junto do qual encontrávamos coragem, esquecíamos as dificuldades do dia, renovávamos

as energias para o dia seguinte. Nos momentos de recreação, ele era um brincalhão que nos fazia rir e, assim, acabar com as tensões.”

  Um coirmão que o conheceu durante o segundo noviciado, lembra-se dele assim: « De relacionamento agradável, alegre nas conversações, entusiasta para o trabalho, empreendedor em todas as iniciativas. Durante nossos passeios, recreações, excursões, ele manifestava espírito de família e simpatia. Sua alegria sadia e seu bom humor encantavam todo mundo, e fazia rir, mesmo os mais sérios. Trabalhador incansável, assíduo e simples na realização dos seus trabalhos… Sua simplicidade e seu caráter sociável lhe angariavam a afeição e a admiração de todos. »

 _ Um coirmão cuja doença o forçou a ficar de cama durante um ano, testemunha que o irmão Virgilio visitava-o várias vezes durante o dia, como se ele não tivesse a responsabilidade da direção da escola. Ele era bastante humilde e prudente para estar aberto aos conselhos das pessoas, mesmo dos professores que começavam a se informar junto aos irmãos que chegavam de outros colégios, para conhecer os métodos que eles haviam aplicado com sucesso.

 Em setembro de 1933, os irmãos maristas não existem mais em Burgos, como professores. O irmão Laurentino acha essa iniciativa genial e a propõe a todas

as escolas maristas, com essas palavras: « Acalmar-se, resistir e salvar, se possível, todas as nossas obras » Apesar de todos os perigos reais, o irmão Virgilio vai a Barruelo para reconhecer o corpo do irmão Bernardo. Ele vê a perseguição como um sinal da Providência..: “… são lanternas da Providência, luz enviada por Deus para iluminar o caminho da nossa atividade futura, batidas fortes que o Senhor dá sobre a porta do nosso coração para que ele queime de amor pelo próximo, …

 De maneira mais precisa, ele repetia aos seus colaboradores: «Eu falo por experiência; as idéias que eu proponho aos meus caros colegas professores do secundário, não são utópicas. S.E.T.O. = Seto.

 Sacrifício, estudo, trabalho, oração, cujas iniciais formam a palavra seto (cerca), são as qualidades que devem possuir todo educador de uma boa causa. Nós todos devemos ser como uma cerca viva para proteger a alma das crianças… Em nome da religião,… da alma dos nossos alunos, eduquemos, cristianizemos.

 Além do martírio, encontramos no irmão Virgilio a qualidade um santo simpático e próximo de nós. Nas primeiras horas do dia 8 outubro de 1936, 44 outros irmãos foram fuzilados com os irmãos Laurentino e Virgilio. Eis a lista:

 ALBERTO MARÍA (NÉSTOR VIVAR VALDIVIELSO), 26 ANOS.

ÁNGEL ANDRÉS (LUCIO IZQUIERDO LÓPEZ), 37ANOS.

ANSELMO (ANICETO FALGUERAS CASELLAS), 57 ANOS.

ANTOLÍN (ANTONIO ROIG ALIBAU), 45 ANOS.

BAUDILLO (PEDRO CIORDIA HERNÁNDEZ), 48 ANOS.

BERNABÉ (CASIMIRO RIBA PÌ), 54 ANOS.

CARLOS RAFAEL (CARLOS BRENGARET PUJOL), 19 ANOS.

DIONISIO MARTÍN (JOSÉ CESARI MERCADAL), 33 ANOS.

EPIFANIO (FERNADO SUÑER ESTRACH), 62 ANS

FELIPE JOSÉ (FERMÍN LATIENDA AZPILICUETA), 45 ANOS.

FÉLIX LEÓN (FÉLIX AYÚCAR ERASO), 24 ANOS.

FORTUNATO ANDRÉS (FORTUNATO RUIZ PEÑA), 38 ANOS.

FRUMENCIO (JULIO GARCÍA GALARZA), 27 ANOS.

GABRIEL EDUARDO (SEGISMUNDO HIDALGO MARTÍNEZ), 23 ANOS.

GAUDENCIO (JUAN TUBAU PERELLÓ), 42 ANOS.

GIL FELIPE (FELIPE RUIZ PEÑA), 29 ANOS.

HERMÓGENES (ANTONIO BADÍA ANDALE), 28 ANOS.

ISAÍAS MARÍA (VICTORIANO MARTÍNEZ MARTÍN), 37 ANOS.

ISMAEL (NICOLÁS RAN GOÑI), 26 ANOS.

JAIME RAMÓN (JAIME MORELLA BRUGUERA), 37 ANOS.

JOSÉ CARMELO (GREGORIO FACI MOLINS), 28 ANOS.

JOSÉ FEDERICO (NICOLÁS PEREDA REVUELTA), 20 ANOS.

JUAN CRISÓSTOMO (JUAN PELFORT PLANELL), 23 ANOS.

JUAN DE MATA (JESÚS MENCHÓN FRANCO), 38 ANOS.

LAUREANO CARLOS (PEDRO SITGES PUIG), 47 ANOS.

LEÓNIDES (JERÓNIMO MESSEGUÉ RIBERA), 52 ANOS.

LEOPOLDO JOSÉ (FLORENTINO REDONDO INSAUSTI), 51 ANOS.

LINO FERNANDO (VÍCTOR GUTIÉRREZ GÓMEZ), 36 ANOS.

LICARIÓN (ÁNGEL ROBA OSORNO), 41 ANOS.

MARTINIANO (ISIDRO SERRANO FABÓN), 35 ANOS.

MIGUEL IRENÉO (LEOCADIO RODRÍGUEZ NIETO), 36 ANOS.

PORFIRIO (LEONCIO PÉREZ GÓMEZ), 37 ANOS.

PRISCILIANO (JOSÉ MIR PONS), 47 ANOS.

RAMÓN ALBERTO (FELICIANO AYÚCAR ERASO), 22 ANOS.

SALVIO (VICTORINO GÓMEZ GUTIÉRREZ), 52 ANOS.

SANTIAGO (SERAFÍN ZUGALDÍA LACRUZ), 40 ANOS.

SANTIAGO MARIA (SANTIAGO SÁIZ MARTÍNEZ), 23 ANOS.

SANTOS (SANTOS ESCUDERO MIGUEL), 29 ANOS.

TEÓDULO (LUCIO ZUDAIRE ARAMENDÍA), 46 ANOS.

VÍCTOR CONRADO (JOSÉ AMBRÓS DEJUAN), 38 ANOS.

VICTORINO JOSÉ (JOSÉ BLANCH ROCA), 28 ANOS.

VITO JOSÉ (JOSÉ MIGUEL ELOLA ARRUTI), 43 ANOS.

VIVENCIO (JUAN NUÑEZ CASADO), 28 ANOS.

VULFRANO (RAMÓN MILL ARÁN), 27 ANOS.

 Conhecer os detalhes da vida desses irmãos seria um trabalho muito longo, mas o grupo apresenta características que acreditamos que seja importante sublinhar: Se prestarmos atenção às idades, nós encontraremos um irmão de 19 anos, o mais jovem, e um irmão de 62 anos, o mais idoso. Entre esses dois extremos, encontramos: 16 irmãos entre 20 e 30 anos; 11 irmãos entre 31 e 40 anos; 11 irmãos entre 41 e 50 anos, e 6 irmãos entre 51 e 60 anos. Eis, portanto, um grupo bastante jovem que foi martirizado.

  (…) Todos traziam em seu coração uma densa e delicada devoção à Mãe do Senhor, e mantinham uma vida discreta e simples de marista. Nossa Família marista pode se orgulhar desses irmãos…

 Fonte: As páginas indicadas são aquelas da Informatio; esta constitue a primeira parte da Positio ou do conjunto do trabalho que apresenta uma causa de beatificação ou de canonização.

http://www.champagnat.org/

ALBERTO MARÍA
Néstor Vivar Valdivielso,
1910, Estépar (Burgos).
ÁNGEL ANDRÉS
Lucio Izquierdo López,
1899, Dueñas (Palencia).
ANSELMO
Aniceto Falgueras Casellas,
1879, Salt (Girona).
ANTOLÍN
Antonio Roig Alibau,
1891, Igualada (Barcelona).
BAUDILIO
Pedro Ciordia Hernández,
1888, Cárcar (Navarra).
BERNABÉ
Casimiro Riba Pi,
1877, Rubí (Barcelona).
BERNARDO
Plácido Fàbrega Julià,
1889, Camallera (Girona).
CARLOS RAFAEL
Carlos Brengaret Pujol,
1917, Sant Jordi Desvalls (Girona).
DIONISIO MARTÍN
José Cesari Mercadal,1903,
Puig-reig(Barcelona).
EPIFANIO
Fernando Suñer Estrach,
1874,Taialà (Girona).
FELIPE JOSÉ
Fermín Latienda Azpilicueta,
1891, Iruñuela (Navarra).
FÉLIX LEÓN
Félix Ayúcar Eraso,
1911, Estella (Navarra).
FORTUNATO ANDRÉS
FORTUNATO ANDRÉS
Néstor Vivar Valdivielso,
1910, Estépar (Burgos).
FRUMENCIO
Julio García Galarza,
1909, Medina de Pomar (Burgos).
GABRIEL EDUARDO
Segismundo Hidalgo Martínez,
1913,Tobes y Rahedo (Burgos).
GAUDENCIO
Juan Tubau Perelló,
1894, Igualada (Barcelona).
GIL FELIPE
Felipe Ruiz Peña,
1907, Cilleruelo de Bezana (Burgos).
HERMÓGENES
Antonio Badía Andalé,
1908, Bellcaire
(Lleida).
ISAÍAS MARÍA
Victoriano Martínez
Martín,
1899,Villalbilla de Villadiego (Burgos).
ISMAEL
Nicolás Ran Goñi,
1909, Cirauqui (Navarra).
JAIME RAMÓN
Jaime Morella Bruguera,
1898, Sant Pere d’Osor (Girona).
JOSÉ CARMELO
Gregorio Faci Molins,
1908, La Codoñera (Teruel).
JOSÉ FEDERICO
Nicolás Pereda Revuelta,
1916,Villanueva la Blanca (Burgos).
JUAN CRISÓSTOMO
Juan Pelfort Planell,
1913, Igualada (Barcelona).
JUAN DE MATA
Jesús Menchón Franco,
1898, Murcia(Murcia).
LAUREANO CARLOS
Pedro Sitges Puig,
1889, Parlabà (Girona).
LAURENTINO
Mariano Alonso Fuente,
1881, Castrecías (Burgos).
LEÓNIDES
Jerónimo MesseguéRibera,
1884, Castelló de Farfanya (Lleida).
LEOPOLDO JOSÉ
Florentino Redondo Insausti,
1885, Cárcar (Navarra).
LICARIÓN
Ángel Roba Osorno,
1895, Sasamón (Burgos).
LINO FERNANDO
Víctor Gutiérrez Gómez,
1899, Villegas (Burgos).
MARTINIANO
Isidro Serrano Fabón,
1901, Cañada de Verich (Teruel).
MIGUEL IRENEO
Leocadio Rodríguez Nieto,
1899, Calahorra de Boedo (Palencia).
PORFIRIO
Leoncio Pérez Gómez,
1899, Masa (Burgos).
PRISCILIANO
José Mir Pons,
1889, Igualada (Barcelona).
RAMÓN ALBERTO
Feliciano Ayúcar Eraso,
1914, Estella (Navarra).
SALVIO
Victoriano Gómez Gutiérrez,
1884, Villamorón (Burgos).
SANTIAGO
Serafín Zugaldía Lacruz,
1894, Echálaz (Navarra).
SANTIAGO MARÍA
Santiago Saiz Martínez,
1912, Castañares (Burgos).
SANTOS
Santos Escudero Miguel,
1907, Medinilla (Burgos).
TEÓDULO
Lucio Zudaire Aramendía,
1890, Echávarri (Navarra).
VÍCTORINO JOSÉ
José Blanch Roca
1908, Torregrossa (Lleida)
VÍCTOR CONRADO
José Ambrós Dejuán,
1898, Tragó deNoguera (Lleida).
VIRGILIO
Trifón LacunzaUnzu,
1891, Ciriza (Navarra).
VITO JOSÉ
José Miguel Elola Arruti,
1893, Régil (Guipuzcoa).
 
VIVENCIO
Juan Núñez Casado,
1908, Covarrubias (Burgos).
VULFRANO
Ramón Mill Arán,
1909, Castellserà (Lleida).