Biografia dos Santos

Beata Albertina Berkenbrock-Mártir

Posted on: julho 9, 2010

Biografia pelo Vaticano

1. Irmãs e Irmãos caríssimos: com alegria plena e perfeita satisfação, honramos a glória da Beata Albertina Berkenbrock e reconhecemo-la partícipe da glória do céu que Cristo prometeu aos seus fiéis servos.

Cumpre-se o mistério, mantém-se a promessa, realiza-se a eternidade feliz, fica-nos a força e a eloquência de uma vida formatada em Cristo e para Ele reservada, oferta e holocausto de suave odor.

É a beatitude dos pequenos que não ignoram os mistérios do Reino: a esses é revelado tudo quanto é precioso! A esses, chamados ao trabalho na mística vinha desde a primavera da própria vida, é-lhes dado saborear os frutos da Redenção, não só quando o sol ainda mal surge no horizonte, mas quando a luz de Cristo amadureceu com o seu poder, desde o amanhecer, os frutos da Páscoa eterna!

Caros irmãos, a Beata Albertina consumou no breve período de 12 anos, a sua existência terrena, mas atingiu os tempos da maturação cristã com uma extraordinária correspondência à graça divina, que ela conheceu nos caminhos ordinários da educação cristã e da vida sacramental e de oração.

2. Esta nasce a 11 de Abril de 1919, em São Luís, na cidade de Imaruí, Estado de Santa Catarina, aqui no Brasil. Foi baptizada a 25 de Maio do mesmo ano, crismada seis anos mais tarde e recebeu a Primeira Comunhão a 16 de Agosto de 1928.

Os seus familiares, gente de fé profunda e devoção sincera, educaram-na desde cedo, nas verdades da fé e nos princípios da moral cristã, instilando em Albertina o vivo sentido da própria adesão a Jesus e à vida virtuosa.

As testemunhas do processo canónico contam-nos acerca dela, com quanta simplicidade e devoção amava a oração e como aprendeu com diligência as suas fórmulas e zelosamente, amava recitá-las.

A confissão frequente, a Eucaristia participada assiduamente, a Comunhão tomada com fervor, foram os passos “ordinários” de um extraordinário caminho de santidade.

De facto, um dia, ela recordava entre todos como sendo o mais feliz da sua vida, o dia do encontro, do Primeiro Encontro, com o Esposo Divino no sacramento da Eucaristia. A este Esposo ela seria depois, integralmente fiel e a Ele, totalmente oferecida.

No ambiente simples e cristão da sua família, Albertina cresceu ajudando os pais e formando-se numa vida plena e honesta. Nesta vida o fruto da santidade amadureceu cedo, inesperado, suavíssimo e precioso.

E é precisamente isto que admiramos nas crianças Santas: estas, como ao contrário da maior parte de nós, amadureceram com simplicidade a semente nelas posta pelo Divino Agricultor, oferecendo para tal fim, um terreno livre de espinhos, de pedras, profundo: o de uma inocente infância. Mas esta semente germinou depressa e então o milagre do fruto maduro ofereceu-se ao semeador atento… talvez pudesse parecer demasiado precoce a estação, talvez ainda não esperada a fadiga da colheita, mas não se podia esperar mais, não fosse qualquer invejoso mover-se para roubar aquele fruto.

3. Como acabámos de escutar, não temais, como a viúva do Evangelho de hoje: não temendo dirigir-se ao juiz justo, sem se cansar, pediu para si justiça! E obteve a justiça contra os seus inimigos, por causa da sua insistência…

Ao Senhor do Céu, pediu para si o céu, a Beata Albertina e o céu foi-lhe concedido, sem atender a outra coisa senão ao mérito da sua inocência!

Queria a defesa do seu adversário a viúva, mas tardava o juiz da parábola… oferecia a defesa da sua pureza a Beata Albertina e depressa veio o Rei dos Mártires.

Orava na necessidade a viúva do Evangelho… orava na juventude a nossa pequena Beata: para a primeira foi a insistência nos dias da opressão, para a segunda, a constância na flor da juventude.
Para ambas a mesma oração foi caminho e instrumento de salvação: a primeira para terminar a sua causa, a segunda para se preparar para a vitória.

A nós a exortação da fé: quando veio o Filho do homem, e foi cedo para Albertina nesta terra do Brasil, encontrou acesa e vívida a chama da sua fé e regressou consolado levando consigo o troféu da sua vitória…

E volta hoje a falar-nos, o Filho do homem, e a indicar-nos no testemunho de Berkenbrock como nada vale tanto como a fidelidade a Ele.

Volta a ensinar-nos como a pureza do corpo indica a fidelidade da nossa alma a Deus: ela deve ser doada a Ele, sem traições, sem antagonismos e sem rivais.

Que a nossa existência seja intacta na fidelidade, pura nas intenções, íntegra na luta, disponível no sacrifício, absoluta na entrega!

4. Não tenhamos dúvidas: lobos rapaces, como nos tempos do Evangelho, como nos dias da nossa Mártir, ainda existem! Estes, tornados agora mais famintos para tomar pulso de um tempo que continuamente foge, mais torpes na sua vontade insaciável de tirar a Cristo o que é de Deus, andam ainda à nossa volta, desejosos só de corromper o homem feito à imagem do Altíssimo, deturpando o rosto da sua inocência e da sua pureza.

Estes têm o nome de “pecado”, o mal que o homem pode fazer contra Deus e contra a sua obra, ou seja, as suas criaturas.

O pecado tem pois o rosto da violência, da exploração, da instrumentalização dos últimos, da marginalização, da injustiça… tem o rosto da rebelião a Deus e ao seu projecto, o rosto do abandono das aspirações mais profundas que nos fazem aspirar à eternidade, vendida pelo pouco preço dos efémeros prazeres da terra.

A nossa inocência, a nossa pertença a Deus, a nossa santidade hoje, tem necessidade da voz forte e tenaz da Beata Albertina que ao seu assassino disse: eu não quero o pecado. Não queria perder o seu bem mais precioso, não o podia trocar com a riqueza maior da sua vida, não podia trair Aquele que a tinha chamado à existência.

Este Amor divino foi defendido pela pequena Albertina com o preço do seu sangue: não cedais às ameaças dos ímpios!

Isto ensina-nos, particularmente aos jovens, onde procurar a felicidade verdadeira. Sim, porque o pecado não dá nenhuma felicidade. A Beata Albertina com o seu exemplo radical de vida, lança uma forte mensagem a tantos adolescentes e jovens de hoje que, facilmente, podem procurar a felicidade nos tanto fátuos quanto destrutivos, paraísos artificiais da droga ou dos divertimentos finitos em si mesmos, ou inclusive, para além de toda e qualquer regra moral e respeito pela dignidade da pessoa humana. Tais géneros de vida não podem dar a verdadeira alegria: “A verdade é que as coisas finitas podem dar vislumbres de alegria, mas só o Infinito pode preencher o coração” (Bento XVI, Encontro com os Jovens, Assis, 17 de Junho de 2007).

5. À fragilidade das suas forças sucede a potência do vigor divino: os milagres dos primórdios da Igreja, quando Inês foi protegida pelo Anjo do Senhor na sua integridade, quando foi poupada, no seu pudor, da vergonha na praça pública, hoje parecem tornar-se actuais e presentes na Virgem Albertina, quando com força sobre-humana, inexplicável numa criança, enfrentou o violador e resistiu vencedora à proposta de pecar. Cego pelo orgulho ferido devido à sua derrota, o algoz cortou com a lâmina o pescoço da vítima, até que o último grito, emerso no sangue, gritasse da terra e tivesse a força de atingir directamente o céu, para que àquele grito o Esposo acorresse de imediato: eis o Esposo que vem!

Irmãos, tornámo-nos um espectáculo para o mundo, como nos recorda São Paulo (cf. 1 Cor 4, 9): a Igreja hoje oferece ao mundo o testemunho fiel da Beata Albertina Berkenbrock, para que o mundo aprenda como também hoje, para conquistar o tesouro do Reino, somos chamados a dar todas as nossas reservas, incluso, se necessário o bem mais precioso, o da nossa própria vida.
Este aspecto oferece-nos a ocasião para uma reflexão. Se hoje podemos venerar Albertina como Beata, devemos pensar no heroísmo da sua fidelidade à graça baptismal. A sua santidade de facto, é anexa ao dom do Baptismo e a plena resposta que dará com intrépida força, que talvez nem sequer uma pessoa adulta pudesse ter, não foi mais que o amadurecimento do gérme de santidade recebido com o primeiro dos Sacramentos.

É importante que na nossa vida e no desempenho pastoral, tomemos sempre a mais viva consciência da dimensão baptismal da santidade como recorda Bento XVI: Esta é dom e dever para todos os baptizados. Foi precisamente a esta dimensão que fez referência o Servo de Deus, João Paulo II, na Carta Apostólica Novo millenio ineunte, onde com sugestiva imagem afirmava: “Perguntar a um catecúmeno: “Queres receber o Baptismo?” Significa ao mesmo tempo, perguntar-lhe: “Queres ser santo?“” (Discurso de Bento XVI aos sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, 17 de Junho de 2007).

A nós, a quem não será dado provavelmente o martírio de sangue, mas certamente o da perseverança na fidelidade cristã, fica o exemplo da virtude cristã da Beata Albertina, da sua força e da sua radicalidade: fica o exemplo da sua oração, exemplo que queremos fazer nosso, oração que queremos e podemos a partir de hoje, dirigir também a ela, à sua intercessão, para que a graça de Deus em nós não seja em vão, para que o Reino dos céus para nós não seja perdido, para que a violência que este sofre cada dia, em nós germine em conquista… para que a casa do Pai, que nos pertence como herança recebida em Cristo, nos veja um dia ocupar todos o nosso lugar, na glória dos Santos, onde eternamente cantaremos a glória do Senhor! Intercede por nós, Beata Albertina Berkenbrock, para que sejam dadas a Cristo a honra e a glória nos séculos! Amém!

 Fonte:http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/csaints/documents/rc_con_csaints_doc_20071020_beatif-berkenbrock_po.html

 Biografia de Albertina Berkenbrock por Dom Jacinto Bergmann

 Albertina Berkenbrock – conhecida pelo povo da Diocese de Tubarão como “a nossa Albertina” – nasceu no dia 11 de abril de 1919, na comunidade de São Luís, paróquia São Sebastião de Vargem do Cedro, município de Imaruí, Estado de Santa Catarina. Filha de um casal de agricultores, Henrique e Josefina Berkenbrock, teve mais 8 irmãos e irmãs. Foi batizada no dia 25 de maio de 1919, crismada em 9 de março de 1925 e fez a primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928.

Aos 12 anos de idade, no dia 15 de junho de 1931, às 16 horas, Albertina foi assassinada porque quis preservar a sua pureza espiritual e corporal e defender a dignidade da mulher, por causa da fé e da fidelidade a Deus. E ela o fez, heroicamente, como verdadeira mártir.

O martírio e a conseqüente fama de santidade espalharam-se rapidamente de maneira clara e convincente. Afinal, ela foi uma menina de grande sensibilidade para com Deus e com as coisas de Deus, para com o próximo e com as coisas do próximo. Isso se depreende, com nitidez, de sua vida, vivida na simplicidade dos seus tenros anos.

Seus pais e familiares souberam educar Albertina na fé, no amor e na esperança, as virtudes teologais da religião cristã. Transmitiram-lhe, pela vida e pelo ensinamento, todas as verdades reveladas na Sagrada Escritura. E ela aprendeu a corresponder a tudo com grande generosidade de alma. Buscar em Deus inspiração e força para viver, tornou-se algo espontâneo. Rezava, pois, com alegria, seja sozinha, seja na família, seja na comunidade. Aprendeu a participar ativamente da vida religiosa, em todos os seus aspectos.
Quando chegou o tempo da catequese preparatória para os sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, Albertina chamou a atenção pela forma como se preparou: com muita diligência e grandeza de coração.

A “primeira confissão” tornou-se porta aberta para se confessar freqüentemente.

A “primeira comunhão” foi uma experiência única, a tal ponto que ela própria afirmou: – “Foi o dia mais belo de minha vida!”.

A partir de então, não deixou mais de participar da Eucaristia, tornando esse sacramento “fonte e cume de sua vida cristã”. Gostava de falar, na sua forma simples de expressar-se, do mistério eucarístico como experiência do amor de Deus, compreendendo que a Eucaristia é o memorial da morte e ressurreição de Jesus, ato supremo do amor redentor.

Albertina cultivou uma devoção muito filial a Nossa Senhora, venerando-a com carinho, tanto em casa como na capela da comunidade. Participou, com intensidade, da oração do rosário junto com os familiares. Na simplicidade de coração, recomendou, seguidamente, a Maria – Mãe de Jesus e Mãe da Igreja – a sua alma e a sua salvação eterna.

Ela deixou crescer dentro de si uma afinidade muito grande com o padroeiro da comunidade, São Luís. Uma coincidência providencial, esta devoção ao Santo, que é modelo de pureza espiritual e corporal. Certamente, preparando-a também para um dia defender com sua vida este grande valor.

A formação cristã, vivida e ensinada pela família, introjetou em Albertina virtudes humanas extraordinárias: a bondade, a acolhida, a meiguice, a docilidade, o serviço. Teve uma obediência responsável; foi incansável nas atividades de trabalho e estudo; teve espírito de sacrifício; soube ter paciência, confiança e coragem.

Essas virtudes humanas foram visíveis na convivência em casa, pois sempre ajudou os seus pais e irmãos; foram visíveis na comunidade, uma vez que sempre amou todas as pessoas, o que a tornou muito admirada; foram visíveis na escola, tendo em vista que sempre se aplicou aos estudos, sempre esteve ao lado dos colegas mais necessitados de ajuda e jamais revidou ataques de menosprezo dirigidos a ela.

Os relatos que existem sobre ela comprovam o que está se afirmando em relação às virtudes humanas. Senão, vejamos: “(…) ajudava os pais nos trabalhos da casa e da roça (…) foi dócil, obediente, incansável, sacrificada, paciente (…) mesmo quando os irmãos a mortificavam, às vezes até lhe batiam, ela sofria em silêncio, unindo-se aos sofrimentos de Jesus que amava sinceramente”; “(…) gozava de grande estima na escolinha local, particularmente por parte do professor, que a elogiava por suas condições espirituais e morais superiores à sua idade, que a distinguiam entre os colegas de escola”; “(…) ela se aplicou ao estudo”; “(…) jamais faltou à modéstia”; “(…) foi uma menina boa, estimada por colegas e adultos”; “(…) às vezes, alguns meninos punham à prova a sua mansidão, modéstia, timidez e repugnância por certas faltas (…) Albertina então se calava (…) nunca se revoltou, menos ainda nunca se vingou, mesmo quando lhe batiam”; “(…) era uma pessoa cândida, simples, sem fingimentos”; “(…) sabia destacar sua beleza feminina vestindo-se com simplicidade e modéstia”.

Além dessas virtudes humanas, a formação cristã também modelou em Albertina as virtudes cristãs essenciais na medida em que, embora fosse uma menina de tenra idade, as entendeu e viveu: transpirando fé, amor e esperança no dia-a-dia; captando, de modo extraordinário, as verdades reveladas na Sagrada Escritura; tendo uma inclinação forte para as coisas de Deus e da religião; vivenciando com grandeza o mandamento do amor a Deus e ao próximo (cerne do cristianismo); santificando-se pela prática dos sacramentos recebidos do Batismo, da Reconciliação, da Eucaristia e da Crisma; valorizando a vida plena e a dignidade da mulher.

Essas virtudes cristãs foram visíveis no dia-a-dia de sua vida familiar e comunitária. Inúmeros relatos demonstram isso, como por exemplo: “(…) falava muitas vezes da Eucaristia e dizia que o dia de sua “primeira comunhão” fora o mais belo de sua vida”; “(…) recomendava a Maria sua alma e sua salvação eterna”; “(…) seus divertimentos refletiam seu apego à vida cristã (…) gostava de fazer cruzinhas de madeira, colocava-a em pequenas sepulturas, adornava-as com flores”; “(…) mesmo quando os irmãos a mortificavam, às vezes até lhe batiam (…) ela sofria em silêncio, unindo-se aos sofrimentos de Jesus que amava sinceramente”; “(…) o seu professor a elogiava por suas condições espirituais e morais superiores à sua idade que a distinguiam entre os colegas de escola”; “(…) aprendeu bem o catecismo, conheceu os mandamentos de Deus e seu significado”; “(…) se pensarmos na maneira como sacrificou sua vida, conforme declarou seu professor-catequista, ela tinha compreendido o sentido do sexto mandamento no que tange ao valor da castidade, da pureza espiritual e corporal”; “(…) sua caridade era grande (…) gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar com elas e dividir o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas”; “(…) teve especial caridade com os filhos do seu assassino, que trabalhava na casa da família (…) muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos filhos pequenos, com os quais se entretinha alegremente, acariciando-os e carregando-os ao colo (…) isso é tanto mais digno de nota quanto Indalício era negro, sabendo-se que nas regiões de colonização européia uma dose de racismo sempre esteve presente”.

Todas essas virtudes humanas e cristãs mostram que Albertina, apesar de sua pouca idade, foi uma pessoa impregnada da Trindade Santa. Correspondeu à vocação de santidade que recebeu no dia do batismo. Foi uma gigante de fé, de amor e de esperança. Viveu os valores do Evangelho de modo admirável.

Por todo o exposto, não há razão para estranhar a coragem e a fortaleza cristã manifestadas por Albertina no momento de seu martírio, a fim de defender a vida plena e a dignidade da mulher.

A Diocese de Tubarão e a Igreja do Brasil podem orgulhar-se em apresentar uma jovem como modelo de santidade para a juventude dos tempos de hoje e de sempre: a Bem-Aventurada ALBERTINA.

Dom Jacinto Bergmann, Bispo de Tubarão.

 Beatificação

 Em 1952, na mesma capela onde Albertina recebeu a primeira comunhão, reúne-se o Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Florianópolis para dar início ao processo de sua beatificação e canonização; de fato, a essa arquidiocese pertencia então a paróquia de Vargem do Cedro. Posteriormente, com a divisão da arquidiocese e a criação da Diocese de Tubarão, é o primeiro bispo de Tubarão, Dom Anselmo Pietrulla, OFM, que leva adiante a causa. Obedecendo às determinações das leis da Igreja, em 1956 é feito um processo complementar. Infelizmente, por uma série de circunstâncias, de 1959 em diante o processo de Albertina interrompe-se e interrompido fica até o ano 2000.

Apesar disso, a fama de martírio e santidade de Albertina, bem como a devoção do povo para com ela, não cessaram. Em maio de 2000, o terceiro bispo de Tubarão, Dom Hilário Moser, SDB, retomou o processo. Nomeou postulador da causa de beatificação e canonização de Albertina, Fr. Paolo Lombardo, OFM, de Roma. O postulador veio a Tubarão em maio do mesmo ano, quando foi possível dar os primeiros passos concretos no sentido de retomar o processo.

Atendidas as exigências das leis da Igreja nesses casos, finalmente no dia 12 de fevereiro de 2001, presente o postulador geral da causa de beatificação, procedeu-se à exumação dos restos mortais de Albertina.

Nesse interim, o Tribunal Eclesiástico nomeado para o caso fez um terceiro processo complementar sobre a fama de martírio e santidade da Serva de Deus Albertina. Encerrado com pleno êxito, no dia 18 de fevereiro de 2001 pôde-se inumar seus restos mortais dentro da igreja de São Luís num elegante sarcófago de granito.

Divulgada a notícia da retomada do processo, despertou-se mais intenso interesse e devoção à Serva de Deus. Já no dia da exumação muitas pessoas estiveram presentes para venerar seus restos mortais. No dia da inumação, porém, a presença de peregrinos superou todas as expectativas. Em torno de 5.000 pessoas, algumas vindas de muito longe, estiveram em São Luís, apesar da forte chuva que caía A igreja ficou apinhada além de toda medida. Os romeiros que ficaram fora da igreja eram mais do que os que puderam entrar.

Com a presença de numerosos padres, de religiosas e seminaristas, num ambiente festivo e fervoroso, foi acolhida a urna de madeira contendo os restos mortais de Albertina. Carregada aos ombros em meio ao entusiasmo, à devoção e aos aplausos do povo, entrou na igreja e foi posta diante do altar.

O bispo diocesano, acompanhado do postulador e dos demais sacerdotes, presidiu à concelebração eucarística. Antes da bênção final foi assinada a ata de reconhecimento canônico dos restos mortais de Albertina. Colocada dentro da urna, esta foi lacrada e selada com o selo do bispo diocesano. Em seguida, precedida pelos irmãos e irmãs de Albertina e pelos padres presentes, foi carregada sobre os ombros até o jazigo definitivo, no fundo da igreja, à esquerda da porta central. Ali o sarcófago foi fechado e lacrado definitivamente.

 ALBERTINA FOI BEATIFICADA em Solene celebração Eucaristica no dia 20 de Outubro de 2007 em frente a Catedral Diocesana de Tubarão. Presidiu a Cerimônia o Cardeal Saraiva – prefeito para a causa dos Santos

http://www.beataalbertina.com/beatificacaoecanonizacao.php

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