Biografia dos Santos

Santa Joaquina de Vedruna

Posted on: junho 22, 2010

 “O amor nunca diz basta”

Santa Joaquina de Vedruna

 Biografia de Santa Joaquina de Vedruna por Cazuko Horie

Início

 16 de abril de 1783. Um dia importante na Igreja Universal e na Igreja da Espanha: a criança que acaba de nascer, chegaria a ser declarada santa, alguém que viveu a vida cristã em plenitude.(p.4)

Nesse ambiente, as qualidades naturais vão se despontando em Joaquina: franca, cordial, alegre. Seu contato social se amplia, surgem as amizades. Desabrocha a fé ao lado de uma fecunda criatividade e brilhante imaginação.(p.5).

 Talvez Deus tenha pensado em Joaquina de Vedruna como uma mulher forte e santa, que sendo casada e depois viúva e fundadora de uma Família Religiosa, tentaria ir ao encontro das necessidades urgentes da humanidade…Passou pela experiência da maternidade, pela solidão de uma viuvez, provações de uma situação de guerra e pela insegurança e medo de uma fuga. Para Joaquina, aos 12 anos, o algo mais, se traduziu na busca da vontade de Deus. E agradar a Deus significou ser religiosa. Da idéia passa ao ato e se apresenta no convento das religiosas Carmelitas Descalças, e pede para ser admitida.

-Espere mais um pouco, disseram-lhe.

-Quanto tempo?

-Você é ainda tão nova…!

E ela aceitou esperar. Aceitou sem revoltas, viver normalmente integrada na sua família.(p.8).

 Casamento

 A escolha de Teodoro por Joaquina a partir daquela festa não deixou de surpreender ao Sr. Lorenzo….24 de março de 1799. Faltam 22 dias para Joaquina completar os seus 16 anos. Rosto de menina, muito alegre, a noiva um tanto ruiva entra na Igreja Nuestra Señora Del Pino, e é recebida por Teodoro de Mas. Ele, oito anos mais do que ela. No entanto, o casal era bem harmonioso.(p.9).

 …Após o casamento se estabelecem em Barcelona, onde Teodoro tinha o seu trabalho.(p.10).

 …E mesmo amando seu marido, sentiu saudades daquela primeira vocação para a clausura. Sentiu no seu íntimo uma profunda e secreta dor, porém não se fechou nos seus pensamentos. Confessa aqueles sentimentos, seu sonho de Carmelita, a Teodoro. E, que surpresa! Também ele, no passado, desejara ingressar num mosteiro. Não realizou esta vocação porque seu pai o havia destinado para outra tarefa, em outro caminho. (p.10)

 A família de Teodoro, Joaquina a faz sua, porque no seu amor há lugar para todos. Meiga, amável e humilde vai conquistando o afeto dos sogros e dos cunhados.(p.11).

 Mãe

 Nove preparações, nove esperas, nove chegadas…Nove filhos chegaram: sete mulheres e dois homens. Joaquina consagra a vida deles. (p.11)

 Morte do marido Teodoro

 Teodoro é convocado para a guerra. Parte como capitão de reserva e ajudante de campo.(p.13).

 Dezessete anos de felicidade passam rapidamente. Além da separação do marido ocasionada pela guerra, coube a dor de perder três filhos: Francisco Carlota e Joaquina.(p.14).

 Joaquina está com trinta e três anos e segue a sua luz. Seus dez anos de viuvez são fecundos. Volta novamente a Vic e ali começa outra longa etapa de sua vida. Vida de doação aos filhos e aos necessitados da vila.(p.15).

 …Passava longo tempo no hospital e na casa de caridade de Vic, ajudando no cuidado dos doentes, ouvindo desabafos, partilhando seus escassos bens, seu amor e seu tempo.(p.16).

 Desejo de se tornar religiosa

Certo dia Joaquina regressa a Vic e ocasionalmente entra na Igreja dos capuchinhos à hora da Missa. Pede para se confessar. É atendida pelo Fr. Estêvão e a ele confia seu desejo de tornar-se religiosa.

 Nesse tempo, sua filha Ana, opta pela vida religiosa no mosteiro de Pedralbes. Inês se casa. Teodora, Carmem e até mesmo a caçula, Teresinha, demonstram tendência para a vida religiosa…Seu filho José Joaquim se casa e vai morar em Manresa. Para Joaquina multiplicam-se os problemas econômicos e chega a ser ajudada por amigos de melhor posição.(p.18)

 O filho José Joaquim, casado, leva a uma decisão quanto à tutela das três filhas menores: Teodora, Carmem e Teresinha. Ficarão com o irmão casado. Sua nora, Rosinha as quer muito bem…Ramon, um dos irmãos de Joaquina, auxiliará a José Joaquim na tutela das meninas…Mais tarde se tornam religiosas como a mãe e como Ana.

 Agora Joaquina se dá mais em direção ao pobre, ao que sofre, ao necessitado…O hábito que vestira como sinal de ruptura com uma elegância apenas externa é motivo de incompreensões e críticas. Seus parentes se envergonham e tratam-na de louca…mas ela permanece firme na decisão…Vencem a sua paciência e bondade e cessa a estranheza pelo seu novo estilo de vida.(p.19).

 Joaquina procura companheiras para fundar congregação

 Os acontecimentos se sucedem rapidamente. Corre a notícia de que uma senhora projeta iniciar uma nova família religiosa… Joaquina procura companheiras. Entra em contato com várias jovens que, tendo inclinação para a vida religiosa não deram esse passo por causa de um costume da época: para ingressar nos conventos de clausura a candidata deveria garantir o seu futuro mediante um dote e para isso necessitava de bens econômicos. E elas, sendo pobres, estavam impossibilitadas de darem esse passo.

 …Tudo pronto. Joaquina recebe autorização do Sr. Bispo para reunir na sua casa nove jovens, que também estavam ansiosas para consagrar-se a Deus no serviço dos necessitados. E no dia 6 de janeiro de 1826, ela faz primeiro a sua entrega oficial, pronunciando os votos religiosos. (p.21)

 …O bispo transmite à Fundadora, sua decisão de que a nova família religiosa seja carmelita, isto é, se coloque sobre a proteção de Nossa Senhora do Carmo.(p.23).

 …Dessa vez no campo da saúde. As Carmelitas de Vedruna, ao lado da sua Fundadora, entram nesse campo….De momento cuidarão dos doentes em suas próprias casas. (p.25).

 …No começo dividiam o seu tempo entre o trabalho da escola e o cuidado dos doentes.(p.26)

 “Aprender de tudo para poder servir a todos” Santa Joaquina de Vedruna (p.27)

 Familiaridade

 Joaquina é a mulher que sabe dizer com suas atitudes a cada pessoa que dela se aproxima: – Vem, fala-me de ti! As crianças, os jovens, os enfermos, os assistidos, não são números: são ‘cada um’ e ‘cada uma’, com seu nome e sua história, seu caso e sua circunstância.

 “-Olhem aos educandos como uma tocha que vão acender, para que iluminem a todos os que estão na casa e glorifiquem o Pai que está nos Céus.” Santa Joaquina de Vedruna.

 Joaquina havia conhecido pessoalmente a cada uma das companheiras que iniciaram a fundação com ela;(p.27-28)

 Marieta, sua filha, uma das menores, já no convento de Vallbona, irá receber o hábito.(p.29).

 Não julgava

 “Do seu primeiro grupo, cinco desistem. Joaquina diz simplesmente na sua comunicação:-Ficam apenas quatro’. Não detalha nem noticia o que poderia levar as pessoas menos prevenidas a emitirem um julgamento ou crítica.(p.29).

 “O amor nunca diz basta”

 “Amemos a Deus sem parar”

 “No caminho da cruz quem a leva é Jesus”

 Morte

 Nos últimos anos de sua vida havia encontrado na pessoa de Sto Antônio Maria Claret o grande colaborador que apoiou e incentivou a espiritualidade das irmãs, com retiros e pregações; redigiu umas normas de governo que estruturou e completou as primeiras regras escritas pelo Fr. Estêvão de olot.(p.33).

Mês de agosto: verão europeu, calor intenso, asfixiante. Uma terrível epidemia de cólera assolava a cidade. As vítimas se multiplicavam e entre elas caiu Joaquina. Morria no dia 28 de agosto de 1854…Em 12 de abril de 1959, o papa João XXIII declarou Joaquina de Vedruna – Santa.

 Fonte:O dom de amar. Perfil Biográfico de Santa Joaquina Vedruna. Cazuko horie. Editora Salesiana.1983.

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