Biografia dos Santos

São Vicente Pallotti

Posted on: junho 20, 2010

Meu Deus!

Não o entendimento e, sim, Deus.

Não a vontade e, sim, Deus.

Não a alma e, sim Deus.

Não a visão e, sim, Deus.

Não a audição e, sim, Deus.

Não o olfato e, sim, Deus.

Não o gosto e a linguagem e, sim, Deus.

Não a respiração e, sim Deus.

Não o sentimento, e, sim Deus.

Não o coração e, sim, Deus.

Não o corpo, e sim, Deus.

Não a comida e bebida e, sim, Deus.

Não as vestes, e sim, Deus.

Não as coisas temporais, e sim, Deus.

Não a riqueza, e sim, Deus.

Não a glória e, sim, Deus.

Não as distinções e, sim, Deus.

Não as honrarias e, sim, Deus.

Não as promoções e, sim, Deus.

Deus em tudo e sempre.(p.80)

São Vicente Pallotti.

São Vicente Pallotti

 São Vicente Pallotti (1795-1850) foi um sacerdote romano que com a sua profunda vida espiritual, suas múltiplas atividades apostólicas e a realização profética do apostolado, influiu de modo relevante na história da Igreja no século XIX. Ele viveu num tempo em que foram impostos fundamentos do mundo moderno e de uma nova ordem sócio-política. As idéias do iluminismo, as turbulências do período napoleônico, o surgimento da questão operária, que culminou no “manifesto comunista”, as tendências liberais, os movimentos nacionalistas na Europa e o desenvolvimento da imprensa são algumas vozes que caracterizaram os tempos de São Vicente Pallotti. Ao mesmo tempo operaram Adolf Kolpng na Alemanha, Frederic Ozanam na França e Antonio Rosmini na Itália.

Pallotti confrontava-se com os problemas que dificultavam a vivência da fé e o crescimento das tarefas ligadas ao anúncio do Evangelho nas terras de missão. Diante de tais problemas que a Igreja devia afrontar, Pallotti voltava sua atenção sobre a necessidade urgente de reavivar a fé e de reacender a caridade entre os católicos para anunciar a todos os homens a boa notícia da salvação.

No território da cidade de Roma ele, com um grupo de colaboradores, desenvolveu uma notável célula de atividades apostólicas e ao mesmo tempo ocupou-se em unir e coordenar tais atividades. Disto nasceu a idéia de fundar uma nova instituição, ou seja, a “União do Apostolado Católico”, para unir todas as iniciativas apostólicas.

Nos múltiplos escritos Pallotti desenvolveu a visão global da obra na Igreja, a fim que a boa notícia pudesse ser levada a todos os homens de maneira ordenada e sistemática.

São Vicente Pallotti morreu no dia 22 de janeiro de 1850 sem ter visto o pleno desenvolvimento da sua obra. Seus colaboradores mais próximos continuaram sua missão, assegurando à Sociedade um posterior desenvolvimento. Vicente Pallotti foi beatificado em 1950 e canonizado em 1963 durante o Concílio Vaticano II.

 São Vicente Pallotti afirma: “A regra fundamental da nossa mínima Congregação é a vida de nosso Senhor Jesus Cristo, para a imitar com toda a perfeição possível” (cf. Obras completas, II, 541-546; VIII, 63, 67, 253, 254 e 466).

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2008/february/documents/hf_ben-xvi_spe_20080202_vita-consacrata_po.html

 PONTIFÍCIO CONSELHO PARA OS LEIGOS

 Decreto de erecção e de aprovação do Estatuto Geral da “União do Apostolado Católico”

 As origens da União do Apostolado Católico remontam ao dia 9 de Janeiro de 1835, data em que, por inspiração divina, São Vicente Pallotti (1795-1850) decidiu fundar uma obra em que todos os membros do Povo de Deus pudessem participar unidos na missão evangelizadora da Igreja. São Vicente Pallotti estava imbuído da ideia de que todos os baptizados, em resposta ao “mandamento novo” da caridade (cf. Jo 15, 12-15), são chamados a empenhar-se activamente em prol salvação do próximo e de si mesmos, e considerava também que as iniciativas apostólicas pessoais seriam mais eficazes, se fossem realizadas de forma associada e orientadas para a tarefa comum de vida e de propagação conjunta do Evangelho.

 Desde o início, a União do Apostolado Católico foi composta por leigos, clérigos e religiosos, com um desenvolvimento constante ao longo dos anos, e subdividiu-se em várias comunidades de fiéis de todos os estados de vida e condições, desejosos de plasmar a sua vocação em conformidade com os ideais apostólicos do Fundador. Esta partilha do mesmo carisma pressupõe a distinção e a complementaridade necessárias entre os diversos estados de vida na comunhão eclesial.

Ao longo da sua história, a União do Apostolado Católico recebeu diversas demonstrações de estima da parte da autoridade eclesiástica. Com um rescrito datado de 4 de Abril de 1835, o então Vigário de Roma, Cardeal Carlos Odescalchi, concedeu toda a bênção aos membros da recém-nascida Pia União do Apostolado Católico. Sucessivamente, com o rescrito de 11 de Julho desse mesmo ano, o Papa Gregório XVI concedeu “mil bênçãos” à mesma associação (cf. São Vicente Pallotti, Obras Completas, IV, pp. 3 e 9).

 Como se lê no art. 1º do Estatuto Geral, “a União do Apostolado Católico, dom do Espírito Santo, é uma comunhão de fiéis que, segundo o carisma de São Vicente Pallotti, promovem a co-responsabilidade de todos os baptizados, a reavivar a fé, a reacender a caridade na Igreja e no mundo e a levar todos à unidade de Cristo”.

Na homilia proferida na igreja romana de São Salvador “in Onda”, a 22 de Junho de 1986, Sua Santidade o Papa João Paulo II pôde frisar os pontos fulcrais do carisma recebido por São Vicente Pallotti. Olhando para o futuro, nessa ocasião o Pontífice Romano houve por bem dizer “Continuai a multiplicar o vosso compromisso, para que aquilo que Vicente de Paulo anunciou profeticamente, e que o Concílio Vaticano II confirmou de modo autorizado, se torne uma feliz realidade, e todos os cristãos sejam autênticos apóstolos de Cristo na Igreja e no mundo!” (Insegnamenti di Giovanni Paolo II, 9 de Janeiro de 1986, pág. 1899).

 O Concílio Vaticano II, assim como o Magistério pós-conciliar, prestou atenção especial às formas agregativas de participação na vida da Igreja, manifestando no que se lhes refere a sua profunda consideração (cf. Decreto sobre o apostolado dos leigos Apostolicam actuositatem, 18-19 e 21; Exortação Apostólica pós-sinodal Christifideles laici, 29).

Neste mesmo sentido, no início do novo milénio o Papa João Paulo II escreveu que reveste uma grande importância “promover as várias realidades agregativas que, tanto nas suas formas mais tradicionais como nas mais recentes dos movimentos eclesiais, continuam a dar à Igreja uma grande vitalidade que é dom de Deus e constitui uma autêntica “primavera do Espírito”” (Carta Apostólica Novo millennio ineunte, 46).

Por tudo o que se disse antes, considerando a instância apresentada em nome de todos os componentes da Família Palotina, pelo Rev.do Pe. Séamus Freeman, S.A.C., Presidente do Conselho de Coordenação Geral da União do Apostolado Católico, em que se pede a erecção desta agregação a associação pública internacional de fiéis, e também a aprovação do seu Estatuto Geral; considerando a oportunidade de proceder nesta direcção, para cumprir plenamente os ideais da fundação de São Vicente Pallotti e para oferecer um novo impulso à difusão do carisma próprio da União do Apostolado Católico na Igreja e no mundo; considerando os artigos 131-134 da Constituição Apostólica Pastor bonus, sobre a Cúria Romana, e o cânone 312 1, 1º do Código de Direito Canónico, o Pontifício Conselho para os Leigos decreta

1) a erecção da União do Apostolado Católico a associação pública internacional de fiéis, de direito pontifício e com personalidade jurídica, segundo as normas dos cânones 298-320 e 327-329 do Código de Direito Canónico;

2) a aprovação do Estatuto Geral, devidamente autenticado e depositado, com cópia, nos arquivos do Pontifício Conselho, para um período ad experimentum de cinco anos.

Dado no Vaticano, em 28 de Outubro de 2003, Festa dos Santos Apóstolos Simão e Judas Tadeu.

D. Stanislaw RYLKO

Presidente

Guzmán CARRIQUIRY

Subsecretário

Fonte:http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/laity/documents/rc_pc_laity_doc_20031028_decree_po.html

  Biografia de São Vicente Pallotti por Frei Patrício Sciadini

 Vicente Pallotti nasceu em Roma no dia 21/04/1795. No dia seguinte foi Batizado na Igreja de São Lourenço, em Damasco, com o nome de Vicente Luiz Francisco.(p.16).

 Pedro Paulo não se casou jovem. Tinha trinta e três anos…A esposa de Pedro Paulo chamava-se Maria Madalena Rossi…Provinha de uma família religiosa, sem pretensões, mas rica em virtudes. Vicente…nos traça o perfil espiritual e humano da própria mãe:

 Uma mulher de profunda abnegação; mulher piedosa; forte diante do sofrimento; mulher de profunda fé que sabia ser grata a Deus dizendo que o próprio Deus a visitara através da doença; mulher, esposa e mãe exemplar; mulher que soube educar seus filhos na fé, no temor de Deus e educá-los através de seu próprio testemunho. Tanto que nunca quis ter empregados, para que não tivessem modelos negativos; mulher de muita oração, ocupava seus filhos nos estudos e na oração. (PALLOTTI, S.V. in Michelotti, Sac.; Vicente Pallotti, PP.16-17). – [p.17-18].

 “Deu-me Deus pais santos. Que conta lhe deverei dar, se não aproveitar dos seus ensinamentos! São Vicente Pallotti.(p.19).

 Pedro Paulo realizou em pleno centro de Roma um matrimônio feliz: 10 filhos. Cinco morreram na infância. Os que sobreviveram eram homens. Nenhum se casou. Por isso a família Pallotti não teve descendência.(p.18).

 “Quem se coloca com toda a alma no caminho do amor de Deus, não pode falir. “São Vicente Pallotti. (p.19).

 Era 1807. Vicente tinha apenas 12 anos. No seu tempo livre corria à casa do Padre Bernardino para conversar, pedir conselhos e ajudá-lo no que precisasse. Entre os dois estabeleceu-se uma profunda e longa amizade que foi amadurecendo….Amigo não se cansa. Amigo descansa, anima, é força no caminho da vida…Fazzini era um sacerdote sábio, soube comunicar ao pequeno Vicente os valores fundamentais da vida cristã. Nos longos diálogos com o cego Fazzini, aprendeu a enxergar mais com o coração que com os olhos….Fazzini e Vicente foram amigos por 30 anos. E o sacerdote morreu em 1838 aos 80 anos de idade.(p.21)

 Ser santo no ordinário

 Santidade não tem nada a ver com ações extraordinárias. Nem a extravagância de vida e, muito menos, o dom dos milagres são sinais que passam desapercebidos pela terra, os quais, com grande surpresa iremos encontrar no paraíso, em um lugar tão belo quanto o ocupado pelos santos mais famosos. São Vicente Pallotti. (p.22).

 Sacerdócio

 Foram os encontros com o amigo Pe. Fazzini que levaram Vicente a tomar a decisão de ser sacerdote, realizando assim um desejo que sentia desde pequeno, quando disse a sua mãe: “Um dia você me verá celebrar a Missa no altar de São Felipe Néri”.(p.22).

 Casa de Oração

 Aos 15 anos, foi impedido de entrar no seminário por causa das perseguições religiosas. Então transforma a casa num pequeno seminário, onde Pe. Fazzini o acompanha nos estudos e oração e já pensa no seu apostolado de amanhã.

 “Minha intenção é, agora e sempre, rezar com muito fervor a Deus uno e trino, a nosso Senhor. O Esposo diletíssimo de minha alma, a minha mais enamoradíssima Mãe, aos anjos e santos e a todos os justos, para que Deus dê ao meu diretor espiritual abundantíssimas luzes por um caminho(direi assim) infinitamente santo, seguro, perfeito e oculto aos olhos dos homens.(p.23).

Vocação sacerdotal

 Vicente Pallotti, na sua amizade com Bernardino Fazzini, foi descobrindo que Deus o chamava para o sacerdócio. Uma descoberta que lhe fez experimentar o amor de Deus…Toda manhã saía de casa para ir até o seminário para participar das aulas e retornava à família onde se dedicava ao estudo, ao trabalho e à oração.(p.25).

 Pobreza

 No tempo livre do estudo, encontramos o jovem Vicente no meio das crianças do seu bairro, atento aos pobres e doentes, pelos quais quer ser: “Quisera ser alimento para os famintos, veste para os nus, bebida para os sedentos, licor para o estômago débeis, plumas macias para repouso de membros quebrados e cansados, medicamento e saúde para os doentes e sofredores, para os coxos, para os mutilados, para os surdos, para os mudos; luz para os cegos de corpo e de espírito; vida para ressurreição das criaturas todas que morreram para Deus e para os homens, a fim de que o retorno à vida as leve a realizar, até o dia do juízo, grandes coisas para a honra do meu Deus, do meu Criador, do meu bem, do meu tudo. São Vicente Pallotti(p.26).

 Sensibilidade a dor alheia

 Quando vejo ou ouço falar em pessoas aflitas, angustiadas, atribuladas, cansadas, carregadas de pesos e fadigas..lavradores, carroceiros, pedreiros, pobres…pelas noites em que não dormem, porque eles mesmos estão doentes ou inquietos…o desprezo e o sofrimento dos pobrezinhos de Jesus Cristo…quando reflito sobre todas as outras misérias que não enumerei e nem sequer compreendo…se eu mesmo ou outra pessoa pudesse penetrar em todos os ângulos da terra e enxergar de uma só vez as misérias que atribulam a pobre humanidade, acredito que o coração humano não suportaria semelhante visão, mas todos morreríamos de dor.(p.28). São Vicente Palloti.

 Renuncia às honras

 Padre Vicente era um ótimo aluno de Teologia, aplicado, inteligente, fiel, à doutrina da Igreja…Professor, amado pela sua compreensão e temido pela sua exigência. Despojou-se de toda autoridade e fez-se um aluno no meio dos outros, cativando a simpatia de todos.Não tardou em compreender que não era a sua vocação ser professor, embora tivesse capacidade. Sentia que o Senhor o queria no meio do povo.(p.30).

 Evangelizava os carreteiros(caminhoneiros da época)

 Havia em Roma um grande albergue chamado Santa Galla, ponto de todos os migrantes e pobres que ali encontravam refúgio, pousada e um prato de comida. Naquele tempo não havia caminhões, todo o transporte era feito através de charretes. Os carreteiros reuniam-se perto do albergue para descansar, beber e depois retomar caminho. Uma vida dura e difícil, mal pagos e longe da própria família, corriam riscos da solidão e abandono. Padre Vicente era acompanhante espiritual destes excluídos da sociedade, para todos tinha uma palavra de ânimo e de coragem. Exercia a pastoral dos migrantes do tempo. Padre Vicente sabia fazer-se amar e pelo caminho do coração podia anunciar o Evangelho. Quando chegava ao acampamento, os carreteiros sentiam-se felizes porque viam nele um amigo sincero.(p.32).

 Amor

 “A fim de acender o fogo do amor em todos os corações, a divina providência deixou os homens estes meios: orações, obras de serviço Evangélico e todas as demais obras que conduzem a este fim, bem como os meios temporais para isto necessários e adequados. São Vicente Pallotti”(p.33).

 “Procura a Deus e irás encontrá-lo Procura-o sempre, irás encontrá-lo em tudo.”(São Vicente de Paulo”).

 Entrega total da vida

 Uma das características da vida de Padre Vicente era não saber dizer não, e era sua alegria ir ao encontro de todos. Ajudar, doar seu tempo e amor com plena e total generosidade. Não pensava que o dia  tinha 24 horas, assumia compromisso para 48 horas diárias. Estando em apuros recorria aos amigos sacerdotes ou leigos para que o ajudassem…Padre Vicente era tão santo que não precisava dormir, diziam os amigos que o viam sempre trabalhando, estava disponível de dia e de noite para os irmãos. Durante a noite a luz do quarto ficava acesa, era Padre Vicente que depois das fadigas diárias, dedicava-se ao estudo. (p.36).

 Dons extraordinários

 Previu a eleição do Cardeal Capellari como Papa, com o nome de Pio IX.

Ele tinha o dom de conhecer o coração das pessoas. Antes que elas apresentassem suas dificuldades, ele ia dizendo tudo o que se passava.(p.36).

 Não tinha vergonha de pedir dinheiro

 Padre Vicente queria ajudar os missionários, e , desde o início do seu sacerdócio, foi procurando terços, medalhas, crucifixos para doá-los aos missionários que voltavam para a própria missão. ..Não se envergonhava de pedir, sabia que não era para ele e que tudo isso seria um meio para tornar-se missionário com os missionários. (p.39).

 Pia Sociedade do Apostolado Católico

 No dia 11 de julho de 1835, um dia calorento do verão italiano, o Papa assinou o documento de aprovação da Pia Sociedade do Apostolado Católico.(p.49).

 Amor aos doentes

 “Vicente atuava com eles, como mãe solícita por seus filhos queridos. Administrava-lhes remédios, dava-lhes de beber, erguia-os na cama, quando era necessário, animava-os a suportar tudo com paciência, consolava-os de maneira mais afetuosa.”(p.58).

 Instituto feminino

 Tem início o Instituto Feminino, no dia 25 de maio de 1838, primeiro dia da Novena de Pentecostes.(p.61).

 Visita ao Papa Pio IX

 Um dia foi visitar o Papa Pio IX, já seu velho amigo. O Papa, olhando com carinho para Padre Vicente, lhe perguntou:

-Está contente, Padre Vicente?

E, notando que não estava plenamente feliz, diz a todos:

-Vocês vêem. Eu sabia que o Padre Vicente não estaria de modo algum satisfeito. Estar satisfeito é parar no caminho. (p.67)

 Contra a preguiça

 “Não sejamos preguiçosos nem dorminhocos, nem entregues ás seduções do mundo”.(p.71).

 Morte

 O médico diagnosticou uma pleuresia, doença grave, porque tinha os pulmões bem debilitados…O Padre Vaccari, o sucessor na direção do Apostolado Católico, disse-lhe apreensivo:

-Padre Vicente, se o senhor pedir a Deus que prolongue a sua vida, Deus escuta-lo-á. Vicente, olhando-o com muita bondade respondeu-lhe:

-Deixa-me ir para onde Deus me chama.

…Era o dia 22 de janeiro de 1850, às 21h45. Padre Vicente voltava feliz e rico em merecimentos para a Casa do Pai.

São Vicente Pallotti e a Devoção Mariana

 “A devoção a Nossa Senhora consiste antes de tudo em imitar seu filho e dele aprender a imitá-lo. Promoverei com todos os meios a devoção a Maria, minha mais que enamoradíssima mãe.”(p.83).

“Quando escrevo ou falo de Nossa Senhora, particularmente na minha pregação, quero dar à Santíssima virgem os títulos mais augustos. Sou indigno de amá-La, mas, pela misericórdia de Deus e os méritos de Jesus Cristo, desejo obter a graça de amá-La e desejo amá-La com o mesmo amor que Deus a ama.” (p.84).

 “Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor. Cantarei eternamente as misericórdias de Maria. Meu Deus e meu Tudo!”

 “Maria não é saudada com o título de rainha dos sacerdotes, dos bispos, do Papa, mas com o título de Rainha dos Apóstolos, porque está acima dos apóstolos. Ainda que não possua a jurisdição eclesiástica, concorreu mais que estes na propagação da fé e na dilatação do reino de Jesus Cristo: por isso, cada um no seu estado segundo as suas condições com confiança na graça pode cooperar na propagação da fé e merece o título de póstoilo. Tudo o que fizer para tal fim será apostolado.”(p.85).

 “Nossa padroeira, Maria, poderia vos falar, mais ou menos, o seguinte: Recordai-vos de que o meu Divino Filho vos recompensará no seu reino de glória, por cada pensamento, cada palavra, cada ação e cada pequena coisa com que tiverdes contribuído para a difusão da Santa Fé. Sim, Ele irá até vos coroar por toda a eternidade com a coroa gloriosa de seu apostolado, se, para este fim, fizerdes tudo quanto vos for possível. Decidi-vos a fazer o máximo possível para aumentar os meios adequados para a difusão da Santa Fé, sobretudo, por meio de jejuns e da oração humilde, confiante e perseverante. Estejai atentos para não esmorecer na decisão. Meus filhos, se Deus vos fez poderosos sobre esta terra, utilizai, então, este poder para a difusão, a conservação e o reavivamento da Santa Fé. Sois instruídos? Contribuí, então, o mais possível com o vosso conhecimento, a fim de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo, os mistérios da redenção e a lei do Evangelho se tornem conhecidos. Sois ricos em bens terrenos? Utilizai-os, então, tanto quanto puderes, para aumentar os meios para a difusão da fé. Aproveitai sem cessar, com todas as forças, até a vossa morte, tudo quanto vos recomendei e vossa recompensa será grande no reino da glória. Sim, Deus mesmo será vossa recompensa por toda eternidade.(p.89).

 Fonte:São Vicente Pallotti – A Caridade de Cristo nos impulsiona – Frei Patrício Sciadini, Ocd – Edições Loyola. Coleção Os fundadores, 1995.

 1832/33 Em honra da Mãe de Deus escreve três livrinhos, chamados “Mês de Maio”, dedicados aos sacerdotes, aos religiosos e aos leigos.(p.96).

 1950 – No dia 22 de janeiro, Vicente Pallotti é beatificado pelo Papa Pio XII.

1963 – No dia 20 de janeiro, Vicente Pallotti é canonizado pelo Papa João XXIII, na Basílica de São Pedro, em Roma.  

 “A vida de Jesus Cristo seja a minha vida”.

                                                                               São Vicente Pallotti

 

Testemunho de Vida de São Vicente Pallotti

Tratava bem os seus pais e falava bem sobre eles

Vicente…nos traça o perfil espiritual e humano da própria mãe:

 Uma mulher de profunda abnegação; mulher piedosa; forte diante do sofrimento; mulher de profunda fé que sabia ser grata a Deus dizendo que o próprio Deus a visitara através da doença; mulher, esposa e mãe exemplar; mulher que soube educar seus filhos na fé, no temor de Deus e educá-los através de seu próprio testemunho. Tanto que nunca quis ter empregados, para que não tivessem modelos negativos; mulher de muita oração, ocupava seus filhos nos estudos e na oração. (PALLOTTI, S.V. in Michelotti, Sac.; Vicente Pallotti, PP.16-17).

 Fonte:São Vicente Pallotti – A Caridade de Cristo nos impulsiona – Frei Patrício Sciadini, Ocd – Edições Loyola. Coleção Os fundadores, 1995.

Testemunho de Vida de São Vicente Pallotti

Fez da casa um pequeno seminário

 Aos 15 anos, foi impedido de entrar no seminário por causa das perseguições religiosas. Então transforma a casa num pequeno seminário, onde Pe. Fazzini o acompanha nos estudos e oração e já pensa no seu apostolado de amanhã. Minha intenção é, agora e sempre, rezar com muito fervor a Deus uno e trino, a nosso Senhor. O Esposo diletíssimo de minha alma, a minha mais enamoradíssima Mãe, aos anjos e santos e a todos os justos, para que Deus dê ao meu diretor espiritual abundantíssimas luzes por um caminho(direi assim) infinitamente santo, seguro, perfeito e oculto aos olhos dos homens.(p.23).

  

Testemunho de Vida de São Vicente Pallotti

Evangelizava os caminhoneiros

 Havia em Roma um grande albergue chamado Santa Galla, ponto de todos os migrantes e pobres que ali encontravam refúgio, pousada e um prato de comida. Naquele tempo não havia caminhões, todo o transporte era feito através de charretes. Os carreteiros reuniam-se perto do albergue para descansar, beber e depois retomar caminho. Uma vida dura e difícil, mal pagos e longe da própria família, corriam riscos da solidão e abandono. Padre Vicente era acompanhante espiritual destes excluídos da sociedade, para todos tinha uma palavra de ânimo e de coragem. Exercia a pastoral dos migrantes do tempo. Padre Vicente sabia fazer-se amar e pelo caminho do coração podia anunciar o Evangelho. Quando chegava ao acampamento, os carreteiros sentiam-se felizes porque viam nele um amigo sincero.(p.32).

 

Fonte:São Vicente Pallotti – A Caridade de Cristo nos impulsiona – Frei Patrício Sciadini, Ocd – Edições Loyola. Coleção Os fundadores, 1995.

Testemunho de Vida de São Vicente Pallotti

Amor que não se cansa de amar

 Entrega total da vida

 Uma das características da vida de Padre Vicente era não saber dizer não, e era sua alegria ir ao encontro de todos. Ajudar, doar seu tempo e amor com plena e total generosidade. Não pensava que o dia  tinha 24 horas, assumia compromisso para 48 horas diárias. Estando em apuros recorria aos amigos sacerdotes ou leigos para que o ajudassem…Padre Vicente era tão santo que não precisava dormir, diziam os amigos que o viam sempre trabalhando, estava disponível de dia e de noite para os irmãos. Durante a noite a luz do quarto ficava acesa, era Padre Vicente que depois das fadigas diárias, dedicava-se ao estudo. (p.36).

 Fonte:São Vicente Pallotti – A Caridade de Cristo nos impulsiona – Frei Patrício Sciadini, Ocd – Edições Loyola. Coleção Os fundadores, 1995.

 

Testemunho de Vida de São Vicente Pallotti

Não tinha vergonha de pedir dinheiro

 

Padre Vicente queria ajudar os missionários, e , desde o início do seu sacerdócio, foi procurando terços, medalhas, crucifixos para doá-los aos missionários que voltavam para a própria missão. ..Não se envergonhava de pedir, sabia que não era para ele e que tudo isso seria um meio para tornar-se missionário com os missionários. (p.39).

 Fonte:São Vicente Pallotti – A Caridade de Cristo nos impulsiona – Frei Patrício Sciadini, Ocd – Edições Loyola. Coleção Os fundadores, 1995.

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