Biografia dos Santos

Os Santos e a Igreja Católica

m)São Leonardo de Porto Maurício e a devoção da Via-Sacra

 O trabalho mais famoso de São Leonardo foi sua devoção à Via Sacra. Morreu… em seu septuagésimo quinto ano, após vinte e quatro anos de pregação contínua.

 Em Florença suas pregações constituíam uma advertência para todos os cidadãos. No jubileu de 1750, proclamado por Bento XIV, o papa Lambertini de Bolonha, fez muito sucesso a via-sacra pregada por frei Leonardo aos 27 de dezembro no Coliseu. Era a primeira vez que se celebrava um rito religioso no anfiteatro Flávio. Desde aquele ano a piedosa tradição se mantém até aos nossos dias e toda a Sexta-feira Santa o papa faz pessoalmente o rito penitencial.

 Aquela primeira via-sacra teve também um grande merecimento para a arte: o Coliseu até aquele ano tinha servido como pedreira, mas depois daquela memorável via-sacra foi considerado lugar sagrado, meta de devotas peregrinações, e a sua demolição parou. Frei Leonardo era um grande devoto de Nossa Senhora e um apaixonado defensor da Imaculada Conceição. Convenceu o próprio pontífice a convocar um Concílio, isto é, um referendum entre os bispos, para proceder depois a proclamação do dogma.

Via-Sacra

Também chamada Via Cru­cis, é, segundo o Directório da Piedade Popular e Liturgia (DPPL 131-135), o mais apreciado exercício de piedade em louvor da Paixão de J. C., pelo que se pratica sobretudo nos tempos penitenciais. Consiste em acompanhar espiritualmente o trajecto de Jesus desde a agonia no Getsémani até à morte e se­pul­tura no Calvário, com momentos de meditação e oração em várias estações. Síntese de várias devoções, a sua prática desenvolveu-se a seguir às Cruzadas, promovida pelos Franciscanos e parti­cularmente por S. Leonardo de Porto Mau­rício (+1751).

 Uma popularização dessa devoção só se deu, efetivamente, no século XVI, quando o Papa Inocêncio XI (1686) concedeu a possibilidade de se conseguir as grandes indulgências _ já concedidas aos peregrinos que visitavam Jerusalém _ também àqueles que, nas igrejas dos Franciscanos, fizessem o exercício da Via-sacra. Mais tarde (1731), Clemente XII permitiu que, em todas as igrejas seculares, se erigissem as Estações, fixando o número em 14.

 Foram os Franciscanos, fiéis guardiões dos Lugares Santos, que muito colaboraram para a difusão dessa devoção em toda a Igreja. Entre eles se destaca São Leonardo de Porto Maurício (falecido em 1751). Por sua sugestão o Papa Bento XIV, em 1750, determinou a instituição das estações no Coliseu e que ali, a cada sexta-feira, fosse praticada a Via-sacra. Daí a tradição _ a cada Sexta-feira Santa _ dos fiéis de Roma, de se juntarem ao Pontífice romano para, juntos, ali celebrarem a Via-sacra. (MZ)

 São Leonardo de Porto Mauricio deu origem a esta devoção no século XIV no Coliseu de Roma, pensando nos cristãos que se viam impossibilitados de peregrinar à Terra Santa para visitar os Santos lugares da paixão e morte de Jesus Cristo. Tem um caráter penitencial e está acostumado a rezá-los dias sexta-feira, sobre tudo na Quaresma. Em muitos templos estão expostos quadros ou baixos-relevos com ilustrações que ajudam os fiéis a realizar este exercício.

 Fonte:http://www.vaticanradio.org/portuguese/brasarchi/2004/RV15_2005/04_15_29.htm

http://www.olrl.org/snt_docs/fewness.shtml

n)São Leonardo de Porto Maurício e a Propagação da Devoção à Santa Missa na obra dedicada ao Papa Clemente XII – As excelências da Santa Missa[1]

 “Só o Sacrifício que temos em nossa santa religião, que é a Santa Missa, é um sacrifício santo, perfeito, e, em todo sentido, completo: por ele, cada fiel honra dignamente a DEUS, reconhecendo, ao mesmo tempo, o próprio nada e o supremo domínio de DEUS. Davi o chama: Sacrifício de Justiça, sacrificium justitiae; tanto porque contém o Justo dos justos e o Santo dos santos, ou, melhor a própria Justiça e Santidade, como porque santifica as almas pela infusão das graças e abundância dos dons que lhes confere.

PRIMEIRA EXCELÊNCIA

 A Santa Missa é um sacrifício tão santo, o mais augusto e excelente de todos, e a fim de formardes uma idéia adequada de tão grande tesouro, algumas de suas excelências divinas; pois dize-las todas não é empreendimento a que baste a fraqueza da minha inteligência.

 Notai, portanto que na Missa não se faz apenas uma representação, uma simples memória da Paixão e Morte do nosso Salvador; mas num sentido realíssimo, o mesmo que se realizou outrora no Calvário aqui se realiza novamente: tanto que se pode dizer, a rigor, que em cada Santa Missa nosso Redentor morre por nós misticamente, sem morre na realidade, estando ao mesmo tempo vivo e como imolado: Vidi agunum stantem tanquan accisum. (Apoc 5, 6)”São Leonardo de Porto Maurício

o)São João Eudes e o início do culto ao sagrado Coração de Jesus e Maria

 Coube a João Eudes a glória de ter sido o precursor do culto da devoção dos sagrados corações de Jesus e de Maria. Para isso, ele próprio compôs missas e ofícios, festejando, pela primeira vez, com um culto litúrgico do Coração de Maria em 1648, e do Coração de Jesus em 1672. Hoje, essas venerações fazem parte do calendário da Igreja.   

 Fonte: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/santo.aspx?Dia=19&Mes=8  

 p)Beata Elena Guerra e o combate contra a Maçonaria

 Ouso dizer ao Santo Padre que o Senhor Deus deseja que Vossa Santidade ordene rapidamente uma reavivamento universal para tantos cristãos tíbios, como também a conversão dos transviados. É deste modo que o demônio, inimigo eterno de Deus, por meio da nefanda sociedade, estendeu sobre a terra uma seita infernal para prender muitas almas. O Papa – verdadeiro amigo de Deus – para a salvação das almas, alargue sempre a rede de São Pedro, abrindo um novo cenáculo, no qual investidos da suprema virtude, estejam os cristãos aptos a se oporem àquela corrente de mal que surge das leis tenebrosas da Maçonaria…Quanto mais rápido se começar uma santa união de católicos, que juntos com a divina Mãe Maria e os Santos Apóstolos, reúnam-se espiritualmente em um novo e permanente Cenáculo, sem cessar de suplicar ao Pai das Misericórdias que mande o Espírito Santo; tanto mais rápido cessarão as ofensas a Deus, as perseguições à Igreja e tanta perdição de almas.

 … “Depois que os homens mataram o Messias, os Apóstolos rezaram e, em vez de castigo, Deus mandou o Seu Espírito.”(p.32-34).


[1] As excelências da Santa Missa, conforme a edição romana de 1737 dedicada a S.S. o Papa Clemente XII

q) Beata Elena Guerra e a Novena de Pentecostes

Primeira Carta – 17 de Abril de 1895

“E se eu, miserável criatura que sou, posso arder para expor inteiramente este meu desejo, vos peço, Ó santidade. Solicite a todos os Bispos que nas paróquias de suas dioceses se faça este ano a Novena de Pentecostes, acompanhada onde for possível, da pregação da Divina Palavra e dos ensinamentos e exortações que iluminam as mentes para conhecerem o Espírito Santo e movem as vontades para corresponderem às suas inspirações….No Ano passado, tive a sorte de poder oferecer a Vossa Santidade, por meio de D.Vicenzo Tarozzi, um livrinho da Novena do Espírito Santo, intitulado “O Novo Cenáculo”, e Vossa Santidade, se designou a aceitá-lo e abençoá-lo, expri9mindo o desejo de que a união de orações propostas naquele pequeno livro para a Novena do Espírito Santo, produzisse uma salutar renovação nas mentes e nos corações.(p.18).

Impulsionados por esta consideração, pensamos em convidar, com a nossa presente Exortação, a piedade dos católicos, para que a exemplo da Virgem Maria e dos Santos Apóstolos, na iminente Novena de Pentecostes em preparação, dirijamo-nos concordes e com particular fervor a Deus, insistindo naquela oração: “Manda Senhor, o teu Espírito Criador, e renovará a face da Terra”….Portanto, aos fiéis que por nove dias consecutivos, antes de Pentecostes, cada dia dirigirem, seja em público, seja em privado, particulares orações ao Espírito Santo, concedemos para cada dia uma indulgência de sete anos, e para todos os outros dias, quarenta anos, indulgência plenária uma só vez em um dos sete dias, no dia mesmo de Pentecostes ou em oito dias sucessivos, para os que confessados, comungarem segundo as nossas intenções. Além disto concedemos ainda, a quem rezar novamente nas mesmas condições nos oito dias depois de Pentecostes, que possam lucrar as mesmas indulgências. Tais indulgências, aplicáveis por sufrágio das almas santas do Purgatório, são válidas também para os anos futuros, salvo prescrições em contrário de costume e de direito. (Papa Leão XIII – Encíclica Provida Matris Charitate, trechos da encíclica retirados do Livro Escritos de Fogo. RCC Brasil – p.22 e 24).

r)Beata Helena Guerra e a propagação da Devoção ao Espírito Santo

Em 1886, Elena sente o primeiro apelo interior a trabalhar de alguma forma para divulgar a Devoção ao Espírito Santo na Igreja. Para isto, escreve secretamente muitas vezes ao Papa Leão XIII, exortando-o a convidar “os cristãos modernos” a redescobrirem a vida segundo o Espírito; e o Papa, amavelmente solicitado pela mística Luquese, dirige à toda Igreja alguns documentos, que são como uma introdução a vida segundo o Espírito e que podem ser considerados também como o início do “retorno ao Espírito Santo” dos tempos atuais: A breve “Provida Matris Charitate” de 1895; a Encíclica “Divinum Illud Munus” em 1897 e a carta aos bispos “Ad fovendum in christiano populo”, de 1902.

Em Outubro de 1897, Elena é recebida em audiência por Leão XIII, que a encoraja a prosseguir o apostolado pela causa do Espírito Santo e autoriza também a sua Congregação a mudar de nome, para melhor qualificar o carisma próprio na Igreja: Oblatas do Espírito Santo. Para Elena, a exortação do Papa é uma ordem, e se dedica ainda com maior empenho à causa do Espírito Santo, aprofundando assim, para si e para os outros, o verdadeiro sentido do “retorno ao Espírito Santo”: Será este o mandato da sua Congregação ao mundo.

Fonte:http://www.elenaguerra.com/a1_biografia.htm

s)Tradução da Bíblia, para o Latim,  por São Jerônimo

A preparação literária e a ampla erudição permitiram que Jerónimo fizesse a revisão e a tradução de muitos textos bíblicos: um precioso trabalho para a Igreja latina e para a cultura ocidental. Com base nos textos originais em grego e em hebraico e graças ao confronto com versões anteriores, ele realizou a revisão dos quatro Evangelhos em língua latina, depois o Saltério e grande parte do Antigo Testamento. Tendo em conta o original hebraico e grego, dos Setenta, a versão grega clássica do Antigo Testamento que remontava ao tempo pré-cristão, e as precedentes versões latinas, Jerónimo, com a ajuda de outros colaboradores, pôde oferecer uma tradução melhor: ela constitui a chamada “Vulgata”, o texto “oficial” da Igreja latina, que foi reconhecido como tal pelo Concílio de Trento e que, depois da recente revisão, permanece o texto “oficial” da Igreja de língua latina. É interessante ressaltar os critérios aos quais o grande biblista se ateve na sua obra de tradutor. Revela-o ele mesmo quando afirma respeitar até a ordem das palavras das Sagradas Escrituras, porque nelas, diz, “até a ordem das palavras é um mistério” (Ep. 57, 5), isto é, uma revelação. Reafirma ainda a necessidade de recorrer aos textos originários: “Quando surge um debate entre os Latinos sobre o Novo Testamento, para as relações discordantes dos manuscritos, recorremos ao original, isto é, ao texto grego, no qual foi escrito o Novo Pacto. Do mesmo modo para o Antigo Testamento, se existem divergências entre os textos gregos e latinos, apelamos ao texto original, o hebraico; assim tudo o que brota da nascente, podemo-lo encontrar nos ribeiros” (Ep. 106, 2). Além disso, Jerónimo comentou também muitos textos bíblicos. Para ele os comentários devem oferecer numerosas opiniões, “de modo que o leitor cauteloso, depois de ter lido as diversas explicações e conhecido numerosas opiniões para aceitar ou rejeitar julgue qual seja a mais fidedigna e, como um perito de câmbios, rejeite a moeda falsa” (Contra Rufinum 1, 16).

Fonte:http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2007/documents/hf_ben-xvi_aud_20071107_po.html

Felipe Aquino nos ensina:

 A Vulgata – O Papa São Dâmaso (366-384), no século IV, pediu a S.Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de Vulgata, usado até hoje.

 http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2009/09/02/a-igreja-catolica-e-a-biblia/

Assim, a Igreja ocidental preferiu às outras versões aquela que se costuma chamar Vulgata, a qual — feita, na maior parte, pelo insígne doutor São Jerónimo — foi “aprovada pelo uso de tantos séculos na mesma Igreja” (Conc. Trid., sess. IV; Enchir. Bibl., n. 21). Prova de tão grande estima encontra-se também no cuidado de estabelecer segundo as exigências críticas o seu texto com uma edição, que está ainda a ser preparada com o maior rigor pelos monges da Abadia de São Jerónimo em Roma, fundada com este fim por Pio XI, Nosso Predecessor de feliz memória (Const. Apost. Inter praecipuas, 15 de Junho de 1933; A.A.S., XXVI, 1934, pp. 85 ss.).

E, nos nossos dias, o Concílio Vaticano II, confirmando a honra prestada àquela edição chamada Vulgata (Const. Dei verbum, n. 22) e procurando que na Liturgia das Horas se tornasse mais fácil a compreensão do Saltério, estabeleceu que o trabalho da revisão do mesmo, felizmente começado, “fosse levado a termo quanto antes, respeitando a língua latina cristã e toda a tradição da Igreja” (Const. Sacros. Conc, n. 91).

Secundando estes objectivos, Paulo VI, Nosso Predecessor de recente memória, resolveu constituir, antes ainda do fim do mesmo Concílio, quer dizer, no dia 29 de Novembro de 1965, uma especial Comissão Pontifícia, encarregada de executar o mandato do mesmo Concílio ecuménico e de rever todos os livros da Sagrada Escritura; a fim de que a Igreja ficasse possuindo uma edição latina como o pedia o progresso dos estudos bíblicos, edição para ser usada sobretudo na liturgia.

Nessa revisão “teve-se em conta palavra por palavra o texto antigo da edição latina da Vulgata, quando os textos primitivos são referidos exactamente; tais como os apresentam as actuais edições críticas; mas esse texto foi prudentemente corrigido quando deles se afasta ou os refere com menor exactidão. Para isso, foi usado o latim cristão bíblico, de maneira que a devida estima da tradição se conjugasse com as justas exigências da ciência crítica” (Aloc. de Paulo VI, 23 de Dezembro de 1966; A.A.S., LIX, 1967, pp. 53 s.).

O texto, como resultou desta revisão — mais profunda nalguns livros do Antigo Testamento em que não pusera mãos São Jerónimo — foi editado em volumes separados desde 1969 a 1977, e é agora apresentado num só volume, em edição típica. Esta edição da Neovulgata poderá também servir como base das traduções nas línguas modernas que se destinem ao uso litúrgico e pastoral; e, para usarmos palavras de Paulo VI, Nosso Predecessor, “é lícito pensar que ela constituirá fundamento seguro em que se apoiem… os estudos bíblicos, sobretudo onde mais dificilmente se podem consultar bibliotecas especializadas e mais obstáculos se apresentam a que se multipliquem os estudos convenientes” (Cfr. Aloc. de 22 de Dezembro de 1977; cfr. o diário L’Osservatore Romano, 23 de Dezembro de 1977).

No passado, julgava a Igreja que a antiga edição da Vulgata bastava e constituía suficiente autoridade para transmitir a palavra de Deus ao povo cristão: com mais razão poderá agora prestar o mesmo serviço esta edição da Neovulgata.

Por isso, temos o gosto de apresentar, já impressa, à Igreja a obra que Paulo VI muito desejou mas não pôde ver terminada, e João Paulo I continuou a estimar muito, resolvendo presentear, com os livros do Pentateuco, revistos pela mencionada Comissão Pontifícia, os Bispos que se iriam reunir na cidade de Puebla, presente que Nós mesmo, com muitos outros Bispos do orbe católico, ansiosamente esperámos.

Segundo isto, Nós com a autoridade desta Carta declaramos e promulgamos como típica a edição da Neovulgata da Bíblia, para ser usada sobretudo na sagrada Liturgia, mas apta também para as outras aplicações que indicámos.

Expressamos, por último, a vontade de que esta Nossa Constituição se mantenha sempre firme e eficaz, e seja observada exactamente por todos a quem diz respeito, nada obstando tudo o que lhe seja contrário.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 25 do mês de Abril, festa do Evangelista São Marcos, no ano de 1979, primeiro do Nosso Pontificado.

Fonte:http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_constitutions/documents/hf_jp-ii_apc_19790425_scripturarum-thesaurus_po.html 

CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA SCRIPTURARUM THESAURUS DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II

QUE DECLARA COMO TÍPICA E PROMULGA A EDIÇÃO NEOVULGATA DA BÍBLIA 

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: