Biografia dos Santos

Santa Julia Billiart

Posted on: junho 20, 2010

“Tudo irá bem se deixarmos o Bom Deus agir”.

 Júlia Billiart

 Na cidade de Cuvilly, França, em 12 de julho de 1751, nasceu Maria Rosa Júlia Billiart, filha de Francisco e Maria Antonieta, pobres e muito religiosos, que a batizaram no mesmo dia. Júlia fez a primeira comunhão aos sete anos. Desde então, Jesus foi o único alimento para sua vida. Aprendeu apenas a ler e a escrever, porque ajudava a sustentar a família.

Aos treze anos, Júlia sofreu sérios problemas e, subnutrida, ficou, lentamente, paraplégica, por vinte e dois anos. Durante esse tempo aprendeu os mistérios da vida mística, do calvário, da glória e da luz. Sempre engajada na catequese da paróquia, preocupava-se com a educação dos pobres. Cultivava amizades na família, com os religiosos, com as carmelitas, com as damas da nobreza que lhe conseguiam os donativos.

Nesta época, decidiu ingressar na vida religiosa, com uma meta estabelecida: fundar uma congregação destinada a educar os pobres e a formar bons educadores. Mesmo não sendo letrada, possuía uma pedagogia nata, aprendida na escola dos vinte e dois anos de paralisia, nos contatos com as autoridades civis e eclesiásticas e com os terrores da destruição da Revolução Francesa e de Napoleão Bonaparte. Assim, ainda paralítica, em 1804 fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora.

Júlia foi incapaz de amarrar sua instituição aos limites das exigências das fundações de seu tempo. Sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus a curou. Depois de trinta anos, voltou a caminhar. A Mãe de Deus era sua grande referência e modelo, e a eucaristia era o centro de sua vida de fé inabalável. Mas viver com ela não era fácil. Era um desafio constante, devido à firmeza de metas foi considerada teimosa e temperamental. Principalmente por não aceitar que a congregação fosse só diocesana, ou seja, sem superiora geral. Custou muito para que tivesse Tal direito, mas, por fim, foi eleita superiora geral.

Júlia abriu, em Amiens, a primeira escola gratuita e depois não parou mais. Viajava pela França e pela Bélgica fundando pensionatos e escolas, pois naqueles tempos de miséria a necessidade era muito grande. Não aceitava qualquer donativo que pudesse tirar a independência da congregação. Para ter recursos, criava pensionatos e, ao lado deles, a escola para pobres. Perseguida e injustiçada pelo bispo de Amiens, foi por ele afastada da congregação. Todas as irmãs decidiram seguir com ela para a cidade de Namur, na Bélgica, onde se fixaram definitivamente.

Júlia, incansável, continuou criando pensionatos, fundando escolas, formando crianças e educadores, ficando conhecidas como as “Irmãs da Nossa Senhora de Namur”. Ali a fundadora consolidou a diretriz pedagógica da congregação: a educação como o caminho da plenitude da vida. Morreu em paz no dia 8 de abril de 1816 na cidade de Namur.

“Por meio do seu batismo, de sua consagração religiosa e por sua vida inteira de fé em Deus, que é bom, Júlia foi colocada na trilha da opção divina pelos pobres.” Foram as palavras do papa Paulo VI para declarar santa, em 1969, Maria Rosa Júlia Billiart, que no dia 8 de abril deve receber as homenagens litúrgicas.

http://www.paulinas.org.br/diafeliz/santo.aspx?Dia=8&Mes=4

 Solene Canonização do Beato Júlia Billiart,
 A fundadora das Irmãs de Nossa Senhora de Namur

… O que temos agora a fazer? Nós temos uma decisão final e solene com que consagramos Júlia Billiart, fundadora da Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namur, no catálogo dos santos, declarando que é digno de adoração que a homenagem da Igreja a um de seus membros que alcançou a salvação e ser partícipe da glória de Cristo.

O primeiro aspecto é a advertência do reflexo de Cristo em que se declare santo percebemos que, de acordo com a imagem do Filho de Deus, Jesus Cristo, que revela uma alma sobre este presciência e predestinação de Deus como ensinada por São Paulo: a vocação à primeira vista, em seguida, uma justificação, que a obra de santificação, o que eventualmente levou à glorificação (cf. Rom eleito alma. 8, 29-30). Uma história maravilhosa e misteriosa, que tem sua origem na mente inefável de Deus e misericordioso, e sua manifestação na história biográfica de Santa durante o seu tempo de vida, que termina após a morte na Terra, na plenitude da vida eterna. Nós não criamos, não conferimos a santidade, podemos reconhecê-la, proclamá-la. Nossa principal intenção é, portanto, dirigida a Deus, o autor de toda a glória Assim que é bem concebido fórmula de canonização, há pouco proclamada: …. É a honra de Deus, que professam exaltando a santidade de um ser humano, é o esplendor de Cristo, identificá-lo, é a única luz do mundo religioso, que celebramos, apresentando a veneração da vida da Igreja onde a luz é refletida e brilhos. Portanto, é na física: a luz é invisível, até encontrar um objeto, e ele pára e assim a luz torna visível, e torna-se visível, a luz. … Santidade significa a perfeição e a suprema e absoluta na sua posição, não é que Deus é a perfeição de Deus, Deus é a santidade. Em seus graus em relação ao ser limitado, como somos, dizemos que a santidade é a perfeição do homem em relação a Deus, religião, profissão vital com total fidelidade, a santidade … E então o amor que se eleva a Deus, é a resposta do amor humano é a santidade de Deus é moral, o que admiramos na prática da virtude cristã, animada pela caridade, pelo amor, que combina todas as lei moral (cf. Matt. 22, 40), e prosseguiu um grau singular de pureza e firmeza, em grau heróico… Esta é a hagiografia: o estudo da santidade. … Agora, o estudo da santidade é bastante destinado a verificar os fatos e documentos históricos que mostram, e explorar a psicologia de santidade e é o que o outro caminho que conduz a intermináveis campos de comentários interessantes, especialmente o último, o que exatamente hagiográfica, merece o nosso interesse, principalmente para nós, modernos, acostumados que estamos a psicanálise moderna para descobrir e para agitar o fundo lamacento do espírito humano, e que pode e deve estudar as almas santas e perceber mais agudamente maior prazer “, que é a humanidade coisa magnífica” (heauteous como a humanidade é “: cf. Bremond, Histoire, I, p. 10 e 360).

 …Devemos agora começar os elogios da nova santa, é contar a história de sua vida, estudado em seu significado profundo, tanto no seu contexto histórico – o da Revolução Francesa e era napoleônica – que em seu contexto biográfico, com o desenvolvimento físico, espiritual e ascética, e em seu social e eclesial. Ela nos mostra as origens da Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namur, e também das Irmãs de Notre Dame de Amersfoort e os Coesfeld, que emanam: muito digno famílias religiosas, agora espalhados pelo mundo, para a honra e conforto da Igreja de Deus e do mundo.

Não há dúvida de que a elevação de sua fundadora, entre os seus santos irá fornecer todas as meninas…como muitos devotos de Julie Billiart e toda a Igreja, a oportunidade de retomar a história da grande e humilde a vida.

Todos querem pensar sobre os diferentes aspectos de sua biografia, cada um deixa refletir o esplendor da graça e um exemplo de virtudes cristãs: humildade, pureza, paciência, mansidão, interioridade em ação, e sempre, de “uma quase conatural aspiração, ao apostolado, o amor da Igreja no meio de muitos ensaios e assim decepções, atendimento em oração, a devoção à Virgem, a arte de ser amado e obedecido, o talento para a organização, etc. Vocês que são suas filhas em Cristo, você conhece a história simples de sua santa e admirável, e sob a sombra de seus eventos, embora comum, você sabe, descobrir a luz do Evangelho que torna tão perto de nossa simpatia, e nos faz ouvir com muita alegria assim como sua conversa afável modesto e sábio, com, em conclusão, esta exclamação que caracteriza um todo: “Como o bom Deus é bom!”.

http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/homilies/1969/documents/hf_p-vi_hom_19690622_it.html

Biografia de Santa Julia Billiart pela Editora Salesiana

 Início

 Na rua Lataule, numa casa simples, a 12 de julho de 1751, Francisco Billiart e sua esposa Maria Antonieta enchem-se de alegria. Uma menina acaba de nascer.(p.3).

 A pequena Júlia revela rapidamente todos os sinais de uma natureza prendada. Meiga, graciosa, inteligente, grandes olhos límpidos. A boca sorri incessantemente. E pode-se dizer que será sua característica principal: numa vida de duras provações, Júlia Billiart surpreendia pelo sorriso constante.(p.4).

 Julia oferece todos os dias seus sacrifícios a Jesus, visita-O com freqüência…Chega a diminuir o tempo destinado ao sono para poder acrescentar, às suas tarefas, horas de catecismo. Aos 13 anos sofre duas perdas dolorosas, de um irmão e de uma irmã, que retornam ao bom Deus, após curta doença. Júlia descobre que na aldeia há enfermos quase abandonados. Em breve é encontrada nas casas para descobrir Cristo e consolá-lo nos pobres e nos enfermos.(p.7-8).

 Doença

 Chega a correr o risco de ficar sem a visão. Numa peregrinação ao santuário da Santa face roga ardentemente a cura. É atendida. Nunca mais se ressentirá dessa doença que a teria tornado cega.(p.10).

 Atentado à vida do pai a traumatiza e a deixa sem andar

 Uma pesada pedra, de fora, atravessa inesperadamente a vidraça, caindo aos pés de Júlia, seguida de um tiro de fuzil que ressoa….Essse atentado à vida do pai, numa noite calma, causa tal susto a Júlia que ela treme da cabeça aos pés. O choque é tão violento, que abala a sua saúde. O mal agrava-se rapidamente e Júlia não consegue mais caminhar, sofrendo horrivelmente para dar alguns passos…Mas Júlia é tão forte que reanima a todos, não tendo, de modo algum, perdido o sorriso e a serenidade profunda. É esse, aliás, o melhor modo de evitar que os pais caiam em desespero…Forma-se o costume entre os moradores de Cuvilly a virem desabafar suas alegrias, sofrimentos e dificuldades com Júlia e cada um sai consolado, tranqüilo e feliz.

 Agrava a doença

 O Senhor precisava, certamente, de seus sofrimentos para continuar a redenção do mundo. Em vez de acolhê-la no paraíso, permite que seu estado se agrave. Seus maxilares contraem-se de tal maneira que a fala se lhe torna sempre mais difícil, chegando a não poder mais articular uma palavra. Deve-se contentar com uma linguagem mímica.(p.17)

 Morte do pai

 Faz três anos que se viu obrigada a deixar Cuvilly. Em junho de 1792, morre o pai. Seu coração filial sobre não tornou a vê-lo e não o assistiu nos últimos momentos. Também não pode estar ao lado da mãe para consolá-la.(p.18).

 Visão

 Um dia sua oração tornou-se visão. Era sexta-feira santa. No quartinho em que se acha, Júlia vê diante de sai a figura luminosa de Cristo, no monte Calvário, cercado de uma multidão de mulheres em traje desconhecido. Em meio à visão percebe uma voz que lhe diz: “Eis as filhas que te darei num instituto assinalado com a minha cruz.(p.18).

 Nasce uma amizade

 Em outubro de 1794, Júlia chega a Amiens. Mora, com sua sobrinha Felicidade, num quarto lugado na casa dos Blin….A Sra. Francisca Blin de Bourdon, descendente de uma das mais nobres famílias da França e que se dedica inteiramente às obras de caridade, é apresentada a Júlia, naquela época incapaz de falar…Tendo readquirido certa facilidade no falar, a doente faz surgir…um verdadeiro centro de formação cristã. Aos poucos suas obras caritativas se tornam conhecidas.(p.20).

 Em 1803 volta a Amiens. À rua neuve encontram um local adequado aos projetos. As duas amigas consagram-se à evangelização e catequese. Júlia e Francisca abrem a casa e, sobretudo, o coração para acolher algumas meninas abandonadas ou órfãs.

 Cura pelo Sagrado Coração de Jesus

 Vou começar uma novena ao Sagrado Coração na intenção de uma pessoa que me interessa” diz padre Enfantin a Júlia. “Quer unir-se à minha oração?” Ela aceita de bom grado e reza com fervor nessa intenção ignorada. Quinto dia da novena, na sexta-feira: o padre encontra-a, à tardinha, no jardim. – Madre, se a Sra. Tem fé, de um passo em honra ao Coração de Jesus – ordena ele. Sem hesitar um instante, Júlia, levanta-se e, para sua própria surpresa, faz um passo sem dificuldade. – Dê um segundo passo impõe o padre. A mesma obediência, o mesmo resultado. – Um terceiro. E Júlia o faz com a mesma facilidade. –É suficiente, pode sentar-se. Júlia, que se vê curada e capaz de andar, entende-o, obedecendo mais uma vez, volta à sua cadeira de enferma. O padre retira-se, mas proíbe-lhe de falar de sua cura…Tendo constatado a realidade da cura, há cinco dias, o padre lhe permite, enfim, manifestá-la… De repente, Júlia entra sozinha, ereta como nunca a viram…passado o primeiro momento de espanto, o entusiasmo é indescritível. Irmãs caem de joelhos, muitas choram de emoção. As crianças gritam: milagre! E todos vão à capela para agradecer ao Senhor…Até a morte não mais se ressentirá dessa paralisia que a impediu de locomover-se durante vinte e dois anos.Doravante, a paralítica de outrora, com cinqüenta e três anos empreende viagens a pé, a cavalo…está ciente de que é por causa de sua missão que Deus lhe devolve o uso das pernas. Júlia di-lo-á frequentemente:

 “Senhor, se vós não quereis vos servir de mim para ganhar almas, devolvei-me minha primeira enfermidade.”(p.p.25-27)

A congregação nasce

 É aprovada a Constituição do Instituto pela autoridade diocesana de Amiens.

E, a 15 de outubro de 1805, as Irmãs de Nossa Senhora fazem oficialmente a profissão religiosa, comprometendo-se a observar a Constituição proposta.(p.28).

 Assim, passo a passo, na França como na Bélgica, o Instituto das Irmãs de Nossa Senhora desenvolve-se ao mesmo tempo que a santa fundadora progride nas vias da santidade e passa pelo caminho da cruz.(p.29).

 A bondade de Júlia e seu sorriso atraente conquistam a simpatia de todos.(p.32).

 Três chamas ardem vivas no coração de Júlia Billiart: uma grande fé, uma caridade ardente e uma forte convicção da bondade de Deus. “Ó quanto é bom o bom Deus”(p.33).

 Morte

 Em 1815, Júlia Billiart conta sessenta e quatro anos…”Nós devemos estar tão unidas pela caridade, como estão as pedras de um edifício pelo cimento. A caridade deve ser nossa virtude predominante: as mais fortes sustentam as mais fracas.”(p.38).

 Em dezembro de 1815, uma queda na escadaria da capela contribui para agravar seu estado geral…Já não pode suportar o mínimo alimento e enfraquece rapidamente…As irmãs que se encontram no quarto ouvem-na cantar o Magnificat…na madrugada de 8 de abril, retorna ao Pai.(p.38-39).

 Em maio de 1906, Madre Júlia foi solenemente beatificada. E, no dia 22 de junho de 1969, o papa Paulo VI proclama sua glorificação definitiva, incluindo seu nome entre os santos da Igreja.(p.40).

Fonte: Vida de Santa júlia Billiart. n.19.Editora Salesiana. São Paulo.4.ed

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